Bakunin participou da fundação da Primeira Internacional Social- Democrata até ser expulso por Karl Marx e seus seguidores, no Congresso de Haia, em 1872.
As discordâncias entre Bakunin e Marx ilustram a crescente divergência entre aqueles que advogavam a ação e organização dos trabalhadores de forma a abolir o Estado e o capitalismo, e os que, sob a batuta de Marx, defendiam a conquista do poder político pela classe operária e a implantação da ditadura do proletariado. Bakunin criticava de forma efusiva o que chamava de "socialismo autoritário" e o conceito mesmo de "ditadura do proletariado".
"Se você pegar o mais ardente revolucionário, e investi-lo de poder absoluto, dentro de um ano ele seria pior que o próprio Czar".
As palavras de Bakunin soam absolutamente proféticas em relação aos descaminhos do stalinismo após a Revolução de 1917. De todo modo, a vida e a obra de Bakunin formataram a base do anarco-sindicalismo, de enorme importância nas conquistas dos trabalhadores nos séculos XIX e XX.
Ainda influenciam diversos movimentos como os grupos ambientalistas e aqueles que utilizam a tática de ação direta das "massas". Movimentos cooperativistas, de ocupação e de reforma urbana, grupos e locais de trabalho de autogestão, também carregam em si o germe da ideologia anarquista e o pensamento de Bakunin. E, para além de seu legado político e filosófico, Bakunin tornou-se um símbolo do antiautoritarismo no mundo das ideias e segue sendo uma referência presente entre os anarquistas nossos contemporâneos, dentre eles Noam Chomsky.
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