11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Crise hídrica: térmicas custarão R$ 39 bilhões

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio de Janeiro - A energia emergencial contratada para ajudar na recuperação dos reservatórios custará ao consumidor R$ 39 bilhões entre 2022 e 2025, quando projetos contratados em leilão realizado pelo governo nesta segunda-feira (25) estarão em operação.

No leilão, o governo contratou 775,8 MW (megawatts) médios em capacidade de geração adicional. Os projetos vencedores têm custo fixo médio de R$ 1.563,61 por MWh (megawatt-hora). O leilão teve deságio de apenas 1,2% em relação ao preço máximo.

A contratação foi aprovada para enfrentar a crise hídrica.

O objetivo é garantir o abastecimento em 2022 em caso de novo verão com chuvas abaixo da média e ajudar a recuperar os reservatórios para níveis mais confiáveis nos anos seguintes.

Em nota após o leilão, o MME frisou que o custo variável de geração das térmicas contratadas, de R$ 685 por MWh, é inferior aos das usinas que operam de forma emergencial atualmente, que chegam a custar mais de R$ 2.000 por MWh gerado.

O custo da geração dos projetos contratados de forma emergencial será rateado por todos os consumidores brasileiros.

VENCEDORES

As térmicas a gás natural ficaram com 97% do volume contratado na concorrência.

As térmicas a gás vencedoras estão localizados no Paraná, em Santa Catarina, no Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Espírito Santo.