09 de julho de 2026
Geral

Tratamento de AVC nas horas iniciais ajuda a evitar sequelas em pacientes

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

A rapidez no atendimento de um paciente vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é decisiva para evitar sequelas e garantir uma maior chance de recuperação. O ideal é fazer com que a pessoa chegue ao hospital dentro de 4 horas e meia desde o início dos sintomas. Em Bauru, a principal porta de entrada na rede pública a esses casos é o Hospital de Base (HB), administrado pela Famesp. Nesta segunda-feira (25), profissionais da unidade e do Samu realizaram uma simulação para demonstrar a importância dessa agilidade.

A iniciativa chama atenção para o Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado em 29 de outubro. A simulação começou com um homem, em sua casa, com sintomas clássicos de AVC (veja quadro ao lado). Uma mulher, passando-se pela irmã dele, liga para o 192 e informa tais sinais.

A vítima foi atendida na residência pelo Samu, socorrida e encaminhada para o HB, onde passou por tomografia para diagnosticar a gravidade do quadro. O "paciente fake", no caso, era o técnico de enfermagem Claudiney Candido Macedo Baro, que trabalha no Base há dois anos justamente com as vítimas desse tipo de emergência. "Me coloquei no lugar do paciente que chega para mim. Vi a importância da rapidez do diagnostico. Foi diferente, um aprendizado".

AGILIDADE

Segundo Luiz Henrique Soares Santos Stefano, neurologista do HB, o atendimento dentro da janela de tempo de quatro horas e meia é decisivo para os casos isquêmicos, quando há a obstrução de uma artéria.

"Não tem uma porcentagem exata, mas aumenta muito as chances dessas sequelas serem revertidas, inclusive até de forma completa. No caso hemorrágico, também é importante, porque você consegue controlar melhor a pressão e evitar que essa hemorragia piore. Assim, aumenta tanto a sobrevida quanto a chance de recuperação", explica.

CÓDIGO AVC

Implantado em 2017 em Bauru, o Código AVC passou a dar mais agilidade no atendimento dos pacientes. A medida mudou o protocolo de regulação de vagas: antes, o Samu levava a vítima até uma UPA para fazer exames e, só então, o médico solicitava internação; agora, o próprio Samu abre o chamado por uma vaga hospitalar.

"Nós avaliamos o paciente e ligamos para o médico regulador. Assim, é possível trazer a pessoa diretamente para a tomografia", avalia Silvio Hettsheimeir, auxiliar de enfermagem do Samu.