09 de julho de 2026
Geral

Enquanto HE está sem tomógrafo, prefeitura tem aparelho subutilizado

Larissa Bastos Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto o Hospital Estadual (HE) de Bauru está com seu único tomógrafo quebrado desde o início deste mês, a prefeitura possui um aparelho da mesma categoria que está subutilizado. Isso porque, atualmente, segundo o Executivo, o equipamento só é usado para auxiliar no diagnóstico de pacientes com suspeita de Covid-19 que procuram a rede municipal de saúde. Com o arrefecimento da pandemia, o número de atendimentos de casos da doença caiu de forma acentuada e, consequentemente, a quantidade de tomografias realizadas também.

Este primeiro e único tomógrafo da rede municipal entrou em funcionamento em maio do ano passado, como retaguarda no diagnóstico dos casos de coronavírus, com imagens dos pulmões de suspeitos de estarem infectados. O equipamento foi instalado no Centro de Diagnóstico por Imagens de Bauru (CDIB), ao lado do Pronto-Socorro Central (PSC), e custou R$ 999 mil.

Entre maio de 2020 e 17 de outubro último, foram realizados 4.315 exames relacionados à Covid-19 no CDIB. Também foram feitos, neste mesmo período, 150 exames de tomografia de crânio e 58 de abdômen. O equipamento, contudo, não realiza exames com contraste (que oferece imagem mais precisa).

A cidade ainda conta com outros dois tomógrafos na rede pública, sendo um no Hospital de Base (HB) e outro no HE. Entretanto, o equipamento desta última unidade, conforme o JC revelou na edição da última sexta-feira (22), quebrou no início deste mês. Como consequência, ao menos 50 pacientes tiveram que ser transferidos ao Base para realização de tomografia, o que aumentou ainda mais a demanda na unidade.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o aparelho do HE seguia em manutenção nesta segunda-feira (25), sem previsão para retomar a realização de exames no local.

RECURSOS

Em entrevista ao JC na última semana, o secretário municipal de Saúde, Orlando Costa Dias, adiantou que o município estuda uma maneira de obter recursos junto ao Estado ou União para a ampliação da utilização do tomógrafo municipal, já que, atualmente, as despesas são integralmente custeadas pela prefeitura.

"Precisaríamos de um médico para fazer os laudos e de uma bomba para exame com contraste. E essa bomba, para funcionar, precisa ter um médico acompanhando. Então, para ampliar a utilização do tomógrafo, é preciso alterar o foco da utilização dele. Isso vai ser feito, mas precisa ser conversado, não dá para fazer da noite para o dia. São necessárias adaptações, que levam um tempo e têm um custo", explica o secretário.

A prefeitura ainda informou que irá contratar, no ano que vem, após término da vigência da Lei Complementar 173/2020, um médico radiologista para a avaliação de imagem a fim de elaborar laudo 24 horas por dia.