Apesar da alta nos preços das fantasias, grande parte importada e impactada pelo dólar, clientes têm lotado as lojas à procura do figurino ideal para o Halloween, celebrado neste domingo (31). Em Bauru, comerciantes até demonstram surpresa com tamanho movimento. A data tem sido encarada como uma retomada do setor depois de um 2020 cheio de restrições por causa da pandemia.
A maioria dos produtos do segmento vem do Exterior, especialmente da China. Com o dólar na casa dos R$ 5,60, a tendência é de alta nos preços, custo que inevitavelmente é repassado pelos lojistas. Isso, contudo, não assustou os clientes.
Na loja do Odair Cristovam, no Calçadão da Batista, havia até fila no caixa nesta quinta-feira (28). "O pessoal está procurando desde semana passada. Superou as expectativas, porque é basicamente a primeira festa em que praticamente está tudo liberado. As pessoas querem participar, fazer algo, às vezes com um item básico, como tinta ou maquiagem. Esse sentimento tem alavancado as vendas", afirma o empresário, acreditando que o faturamento deste ano deve igualar o de 2019.
A instrutora de dança Laura Ikegami estava em busca de acessórios para montar uma fantasia batizada por ela de Cleópatra Assassina. "No ano que vem, vou viajar para o Egito. Então, queria algo desse tema. Mas não queria que fosse a Cleópatra normal. Vou colocar umas marcas de sangue, fazer algo mais macabro", brinca a jovem.
"Não imaginava que o pessoal estaria tão animado", comenta Karen Zulato, gerente de outra loja, na Gustavo Maciel. O movimento de clientes é o dobro do esperado. "Tudo está mais caro, muita coisa é importada. Compramos por um valor mais alto, repassamos o aumento e, mesmo assim, tem vendido bem", revela. As campeãs de vendas são as fantasias de personagens de séries e filmes (leia mais abaixo). "Ficamos muito tempo sem festas. Ano passado, as pessoas não puderam participar. Desta vez, tem mais segurança", conclui.
ESTRATÉGIA
Martina Keine, 6 anos, chegou na loja decidida: queria uma fantasia de bruxa para a festa da escola. O preço surpreendeu a mãe, a corretora de imóveis Beth Keine.
O jeito foi adotar uma estratégia para compensar o investimento. "Comprei um tamanho maior, assim ela usa de novo ano que vem", comenta a mulher.