09 de julho de 2026
Geral

20% das tampas de bocas de lobo tiveram que ser repostas neste ano

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

O ano nem terminou e a Secretaria de Obras de Bauru já foi obrigada a repor cerca de 20% de todas as tampas de bocas de lobo da cidade. De acordo com o titular da pasta, Leandro Joaquim, os maiores problemas são tampas danificadas, por conta de veículos pesados que passam por cima das peças, e também furtos, para retirada das ferragens.

Bauru tem cerca de 7,2 mil bocas de lobo. Por mês, a Secretaria chega a repor, em média, 150 peças, totalizando pelo menos 1,5 mil em 2021. "É um problema de mobilidade urbana. Uma peça quebrada vira um obstáculo, pode machucar uma pessoa", afirma o secretário.

Segundo ele, um problema bastante comum são motos que trafegam em calçadas e acabam danificando as tampas. Porém, o mais preocupante é o tráfego de veículos pesados. "O caminhão não consegue fazer a curva e sobe na calçada. A tampa não aguenta", explica Leandro.

Em alguns pontos, a saída tem sido substituir as peças de 5 centímetros de espessura por tampas mais resistentes, com 15 centímetros. Porém, a instalação é complicada. "Precisamos de um caminhão munck para colocar no lugar, porque é muito pesada, além de adaptações na calçada para nivelar", diz o secretário.

FURTOS

Outro problema tem sido os furtos, mesmo das peças de concreto. "Por dentro tem uma armação de ferro, a pessoa leva a tampa e quebra para tirar o metal e vender", explica o titular da Secretaria de Obras. Outros modelos de bueiro, com barras de metal, também são alvos frequentes dos bandidos.

"Tudo isso tem custo. Chegamos a gastar R$ 40 mil por mês para repor essas tampas. É um prejuízo para a Prefeitura que poderia ser evitado", complementa.

PELA CIDADE

O vereador Junior Rodrigues (PSD) afirma receber reclamações frequentes no gabinete sobre o problema. "Muita gente reclama de danos no carro na hora de estacionar, o veículo cai no buraco. Quando a tampa está faltando é ainda mais grave, a pessoa pode acabar caindo e se acidentando", aponta.

"Ainda mais agora no período de chuvas se torna um grande risco de tragédia, de uma pessoa cair em um bueiro desse, ser engolida", complementa. A título de exemplo, ele cita locais como Jardim Progresso, Nova Esperança e Jardim Nicéia.

"Nós pedimos para a população nos informar para fazermos a reposição. Nós tentamos repor o mais rápido possível, mas tem sido um problema difícil de acompanhar", aponta o secretário.