08 de julho de 2026
Saúde

Eletrônicos roubam o sono das crianças


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As crianças entre 6 e 13 anos passam quase cinco horas por dia em frente a alguma tela. Esse dado, da Espanha, cresce até alcançar seis horas e meia durante os fins de semana, aponta estudo da Associação para Pesquisa de Meios de Comunicação da Espanha (AIMC).

Agora, a Universidade do Sul da Dinamarca realizou uma revisão sistemática de 49 pesquisas sobre a relação dos aparelhos eletrônicos com o descanso entre os mais jovens (crianças e adolescentes até 15 anos), e os resultados foram publicados na revista científica BMC Public Health. As informações são do El Pais.

A principal conclusão é de que há uma relação direta entre os uso dos meios eletrônicos e menos horas de sono. Porém, além desta conclusão geral, os pesquisadores têm reconhecido resultados para cada faixa etária. Até 5 anos, o uso da televisão e de tablets provoca dificuldades para adormecer, além de uma menor duração do sono. O uso estendido da TV também é associado a um aumento dos cochilos, o que sugere uma consolidação de um sono mais deficiente e padrões de sono menos maduros.

No grupo seguinte, de 6 a 12 anos, o uso de telas, de maneira geral, e especialmente antes de dormir, além da presença destes aparelhos no quarto, está relacionado com deitar-se mais tarde e uma qualidade do sono inferior. Além disso, se as telas são de televisões ou celulares, há uma associação com distúrbios do sono e o despertar durante a noite.

No último período de idade observado (adolescentes de até 15 anos), o uso de aparelhos, em especial de celulares e computadores, implicou uma redução das horas de sono, além de problemas para adormecer. Neste grupo, o uso das redes sociais foi associado a uma má qualidade do sono.

A preocupação com as telas para crianças é tão grande que a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou diretrizes em 2019 para o uso responsável dos aparelhos por crianças pequenas. As recomendações mais importantes são evitar seu uso por crianças com menos de um 1 ano e, após esta etapa, não utilizar estes dispositivos por mais de uma hora até a idade de 4 anos. Em qualquer caso, a OMS recomenda passar o mínimo de tempo possível com essas ferramentas.