10 de julho de 2026
Internacional

Entidades condenam as reações de seguranças de Bolsonaro em Roma

FolhaPress
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Brasília - Entidades de defesa do jornalismo e da liberdade de expressão no Brasil manifestaram repúdio contra as agressões sofridas por repórteres que cobriam a visita de Jair Bolsonaro (sem partido) a Roma durante a cúpula do G20. Neste domingo (31), profissionais credenciados da Folha de S.Paulo, UOL, TV Globo, jornal O Globo e BBC Brasil levaram empurrões e socos de seguranças não identificados, brasileiros e italianos.

Em uma carta aberta a Bolsonaro publicada nesta segunda-feira (1), o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Paulo Jeronimo, afirmou que o mandatário incentiva a hostilidade contra os profissionais. "Com o seu comportamento avesso à democracia e com ataques constantes à imprensa e ao trabalho dos jornalistas, o senhor estimula essas agressões. Assim, torna-se também responsável por elas", escreveu.

ABRAJI

Em nota, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) lembrou que é dever da imprensa informar à sociedade atos do poder público, incluindo viagens do presidente no exercício do mandato, e que a sociedade tem o direito do acesso à informação garantido pela Constituição.

"Ao não condenar atos violentos de seus seguranças e apoiadores a jornalistas que tão somente estão cumprindo seu dever de informar, o presidente da República incentiva mais ataques do gênero, em uma escalada perigosa e que pode se revelar fatal", diz a declaração. "Atacar o mensageiro é uma prática recorrente do governo Bolsonaro que, assim como qualquer outra administração, está sujeito ao escrutínio público."

No domingo, a ANJ (Associação Nacional de Jornais) afirmou que "repudia com veemência e indignação as agressões sofridas por jornalistas brasileiros na cobertura das atividades do presidente" e que espera que os atos sejam apurados, e os culpados, punidos. "A impunidade nesse e em outros episódios é sinal de escalada autoritária."