No próximo final de semana, no México, começa uma maratona decisiva para a Fórmula 1: as cinco últimas corridas do campeonato serão disputadas em seis semanas e dois continentes diferentes, e ainda há muita coisa em jogo.
A grande briga desta temporada é pelo título de pilotos, algo que a F1 não via ocorrer de maneira tão equilibrada nesta fase do ano desde 2016, mas com um ingrediente ainda mais interessante, pois se trata de pilotos com carros diferentes. Com cinco corridas para o final e 133 pontos em jogo, Max Verstappen, da Red Bull, lidera com 12 pontos de vantagem para Lewis Hamilton, da Mercedes. Os dois já trocaram de lugar na liderança em cinco oportunidades e já se envolveram em dois acidentes.
A briga ainda tem um fator a mais: a Red Bull vai destronar a Mercedes? Os alemães vêm dominando a Fórmula 1 desde 2014, quando a categoria adotou motores híbridos, mas neste ano a Red Bull veio embalada pelo motor Honda, que melhorou muito especialmente nos últimos dois anos, e se viu sofrendo menos que a rival após uma mudança no regulamento dos carros, que visava torná-los mais lentos para preservar os pneus.
De 2014 para cá, a Mercedes foi ameaçada pela Ferrari, mas os italianos nunca conseguiram manter a pressão por tanto tempo e nem incomodar tanto a Mercedes, que inclusive está tendo de tirar mais rendimento (e sofrendo as consequências) de sua unidade de potência.
FERRARI X MCLAREN
Eles se acostumaram a lutar por títulos mas, desta vez, McLaren e Ferrari estão disputando palmo a palmo o terceiro lugar no Mundial de Construtores. No momento, o time inglês tem vantagem de apenas 3,5 e a Scuderia vem em plena ascensão depois de fazer uma atualização em seu motor.
Poucos apostariam antes da temporada começar que Carlos Sainz chegaria a cinco corridas para o fim do ano a 5,5 pontos de Charles Leclerc na disputa interna da Ferrari. Embora o monegasco tenha tido azar com a quebra do carro antes da largada do GP de Mônaco, no qual ele largaria na pole, e ao ser atingido na largada do GP da Hungria, zerando em ambas as provas, Sainz demonstrou bastante consistência ao longo do ano.
O espanhol passou por uma fase difícil em que teve acidentes entre Hungria e Itália, mas depois se recuperou e tem sido importante na tentativa da Ferrari de recuperar o terceiro posto.