08 de julho de 2026
Internacional

COP-26: acordo contra desmatamento

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Glasgow - Cem líderes mundiais reunidos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26) lançaram nesta terça-feira (2)  planos para acabar com o desmatamento em 2030 e reduzir as emissões de metano, buscando dar impulso a negociações complicadas.

"Nossas florestas são também o modo como a natureza captura o carbono, tirando gás carbônico (CO2) da atmosfera", disse o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na COP-26, em Glasgow, na Escócia.

"Temos de abordar esta questão (do desmatamento) com a mesma seriedade com que abordamos a descarbonização de nossas economias", completou o presidente norte-americano, em um evento sobre as florestas e uso do solo.

OS MAIS VISADOS

Brasil, China, Rússia, Indonésia, República Democrática do Congo estão entre os que assinaram nesta terça a Declaração de Glasgow, prometendo deter e reverter o desmatamento e a degradação do solo em 2030.

No total, esses países "reúnem cerca de 85% das florestas do mundo, uma superfície de 33,6 milhões de km2, segundo a presidência britânica da COP-26.

Estas medidas se apoiarão em um fundo de US$ 12 bilhões de dinheiro público aportado por 12 países entre 2021 e 2025, além de US$ 7,2 bilhões de investimento privado por parte de mais de 30 instituições financeiras mundiais, incluindo gigantes como Aviva, Schroders e Axa.

BRASIL

Na véspera, o Brasil já havia anunciado a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2028. Além disso, o  Brasil se comprometeu com a neutralidade de carbono até 2050 e anunciou aumento no corte de emissões para 50% até 2030.

Cancelada no ano passado por causa da pandemia, a COP-26 tem como missão colocar em prática o Acordo de Paris, de 2015, que estipulou como grande objetivo limitar o aquecimento do planeta a 1,5ºC.

DEMISSÃO

Apesar de ser signatário da medida e estar representando o Brasil em Glasgow, o coordenador-executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, Oswaldo dos Santos Lucon, pediu demissão do cargo nesta terça-feira (2). A causa ainda não está clara.