Brasília - Após dias de negociação, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), admitiu nesta quarta-feira, 3, pela primeira vez que a PEC dos precatórios pode não ter votos suficientes para ser aprovada, cenário em que o governo teria de lançar mão de um plano alternativo para tirar do papel a ajuda a famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade.
A votação apesar de iniciada ainda estava indefinida até as 23h da noite de ontem.
"Sabemos da dificuldade do tempo, não podemos adiar mais. Ou ela vai ter voto, ou o governo vai ter que encontrar outra alternativa", disse Lira em entrevista à GloboNews.
A PEC dos precatórios foi enviada inicialmente pelo governo para resolver o problema de R$ 89 bilhões em dívidas judiciais previstas para 2022. Os precatórios acabaram consumindo o espaço que havia no Orçamento para ampliar o Bolsa Família, que será rebatizado de Auxílio Brasil.
A implementação do programa permanente também dependia, no entanto, da aprovação da reforma do Imposto de Renda no Senado Federal que está parada.
Além disso, há pouco mais de duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro decidiu que queria assegurar o pagamento de ao menos R$ 400 mensais às famílias do Auxílio Brasil até dezembro de 2022. Isso é mais do que o tíquete médio de R$ 220 pago hoje.