09 de julho de 2026
Internacional

Estados Unidos acusam o governo chinês de acelerar corrida nuclear

FolhaPress
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Washington - Novo relatório do Pentágono afirma que a China está acelerando seu programa de armas nucleares mais rapidamente do que o previsto, e que Pequim poderá ter o dobro de seu atual arsenal em 2027.

Os achados, que obviamente precisam ser lidos sob a ótica do acirramento da Guerra Fria 2.0 sob o governo de Joe Biden, estão na avaliação anual das capacidades militares chinesas feita pelo Departamento de Defesa, publicada nesta quarta (3).

O texto diz que, em 2030, a ditadura comunista poderá ter 1.000 ogivas nucleares à disposição, um salto enorme ante os 350 que deve ter agora.

NÚMERO INEXATO

O verbo é condicional porque ninguém sabe exatamente quantas bombas estão à disposição de Xi Jinping. Mesmo o Pentágono não faz a conta das 350: ela é da referencial Federação dos Cientistas Americanos, em sua avaliação atualizada em 7 de outubro.

Na mesma comparação, considerada o padrão-ouro para pesquisadores do tema, os chineses têm crescido o número de ogivas, mas ainda estão muito distantes dos herdeiros da corrida armamentista da Guerra Fria, EUA e Rússia.

Vladimir Putin tem sob seu dedo o botão de disparo de 1.600 armas de pronto uso, mais 2.897 em reserva e 1.760, que foram aposentadas, mas ainda não desativadas.

Na mesma métrica, vêm numericamente atrás os EUA com 1.750 bombas operacionais, 1.950 estocadas e 1.900, esperando para serem desmanteladas. Já armas chinesas, nessa avaliação, estão em reserva -ou seja, não equipam mísseis ou estão a bordo de bombardeiros de forma imediata.

Mesmo sem especificar sua avaliação do arsenal chinês, o relatório igualmente alarmista do Pentágono falava no ano passado que ele estaria "nos 200 baixos".