10 de julho de 2026
Articulistas

Tenho a impressão de que a educação no Brasil está sobrestada!

Arsenio Sales Peres
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil tem uma Educação de qualidade, é o que lemos em qualquer Projeto Pedagógico que temos acesso, e sou concorde. Porém, esqueceram de completar com um verbete que deve ser incorporado logo após a qualidade, palavra esclarecedora, ruim. Qualidade ruim! Agora eu concordo. E se existe culpa, permitam-me inocentar os docentes, que precisam receber reconhecimento, tanto do poder público quanto da sociedade, e que sejam inseridas políticas públicas estruturantes que viabilizem melhorias concretas em suas condições de trabalho e carreiras.

Sem ser piegas ou coisa que o valha, aqueles que são os operadores de fato e direito do mister educacional, que cotidianamente lidam e seguem os desafios de uma sala de aulas (contemple-se as virtuais) no caminhar verdadeiro em defesa da Educação de boa (poderia ser ótima ou excelente) qualidade e para todos, esses chamados professores, sim, são as verdadeiras personalidades na Educação no País. Porém, com uma valorização decrescente a cada ano, sem perspectivas de um crescimento valorizável de forma ascendente, são reféns do sistema educacional brasileiro. Vozes sufocadas no sistema os professores vão de maneira homeopática experimentando uma falta de apoio nas interfases das políticas públicas digna de nota, a começar dos salários pífios, aliado a falta de recurso e investimento que dificultam seu labor. Sem mencionar os transtornos advindos de uma pandemia que foi, é e será sempre um imponderável gigantesco. Em resumo, é visível, estão sendo minados a cada plano de aula que delineiam usando mecanismos de criatividade com fins de driblar a realidade que estão mergulhados na tratativa de exercerem com dignidade o magistério.

Mas os fatos que são submetidos diuturnamente os fazem pensar em desistir. Os protagonistas sempre serão os professores!

Ressalte-se que o sistema educacional brasileiro é inquietantemente a ferramenta superlativa para se ter a profissão de professor(a) estruturada, bem remunerada, reconhecida e com aval da sociedade civil para se fazer um grande trabalho minimamente de boa qualidade. Fato posto, cabe aqui um alerta à população como um todo: participem mais dos embates que versam a propositura de um olhar sério à Educação no Brasil, a começar pela escola de seu bairro, não peçam e sim exijam atos sucedâneos que formar-se-á uma conduta de ação em busca de um dia alcançarmos a excelência e sempre rejeitem ato isolado incerto e não sabido.

Vamos exercer a cidadania com veemência, somente desta maneira, não há outra, que vamos tirar a Educação do Brasil do sobrestamento de gaveta. Trata-se o texto de um start as futuras discussões neste veículo de comunicação. Saudações e até mais!

O autor é mestre, doutor e livre docente, aposentado como Professor Associado 3 da Universidade de São Paulo – USP; Avaliador Institucional do INEP/MEC desde 1999.