11 de julho de 2026
Nacional

Brasil realiza primeiro leilão da tecnologia 5G na América Latina

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Governo Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (4), em Brasília, a abertura do leilão 5G, a maior licitação da história das telecomunicações brasileiras. O Presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia, promovido pelo Ministério das Comunicações e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As rivais Claro, Vivo e TIM arremataram nesta quinta-feira (4) três dos quatro blocos nacionais da faixa de 3,5 GHz - considerada ideal para a oferta de internet móvel de quinta geração (5G). O governo conseguiu arrecadar R$ 7,089 bilhões, um ágio de 247% sobre o lance mínimo das faixas ofertadas nesta quinta-feira que era de R$ 2,043 bilhões.

O quarto bloco nacional não recebeu propostas válidas, mas o leilão continua hoje.

COM VANTAGEM

A Oi, que vendeu suas redes móveis para Claro, Vivo e TIM ficou de fora do certame.

Com a saída da Oi desse mercado, o trio passará a deter 98,3% do mercado nacional de voz e dados móveis. Em teoria, o cenário abre brecha para redução da disputa por consumidores e cortes de ofertas de planos a preços mais vantajosos.

Por outro lado, há também a interpretação de que a competição poderá aumentar, uma vez que a TIM ficará com a maior partes dos ativos da Oi. Assim, ganhará escala e diminuirá a distância para a Vivo e a Claro em quantidade de clientes e de espectro, levando a um maior equilíbrio do mercado.

O ambiente competitivo também pode aumentar com a entrada de novas prestadoras que arremataram outras faixas.

ESTRATÉGIA

Diante desse cenário, a aquisição de um bloco nacional da faixa de 3,5 GHz por cada uma das grandes teles era um movimento esperado, pois a oferta do 5G para os consumidores é uma peça central na estratégia não só de crescimento, mas também de sobrevivência das companhias daqui para frente.

A Claro fez uma oferta de R$ 338 milhões (ágio de 5%) pelo bloco B1, a Vivo pagou R$ 420 milhões (ágio de 30,69%) pelo bloco B2, enquanto a desembolsou R$ 351 milhões (ágio de 9,22%) pelo bloco B3.

O prazo de autorização para exploração da faixa de 3,5 GHz é de 20 anos e abrange as maiores contrapartidas de investimentos no leilão, como a limpeza da faixa para evitar interferência com sinal da TV aberta nas parabólicas, a criação de rede privativa para uso da União, e os aportes no Projeto Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS).

As teles vencedoras assumem o compromisso de ativar o 5G nas capitais até a metade de 2022, e a cobertura das demais regiões do País avançando gradualmente até o fim de 2029.