08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Calote com golpe fiscal

Paulo Panossian
| Tempo de leitura: 1 min

Na madrugada da última quinta-feira, 4 de novembro, a Câmara Federal, mandando às favas o ajuste fiscal, aprovou com 312 votos a favor (4 a mais do que o necessário), e em 1º turno, a PEC dos Precatórios, ou "PEC do Calote".

A desculpa esfarrapada do Palácio do Planalto, do presidente da Câmara, Arthur Lira, e dos deputados que votaram a favor a essa PEC é que com esse calote de fim melancólico do teto dos gastos, e nocivo às contas públicas, vai ajudar mais de 17 milhões de brasileiros temporariamente, ou seja, só até fim de 2022, que vão receber benefícios mensais de R$ 400,00 com o novo programa Auxílio Brasil, em substituição ao Bolsa Família.

Porém, o mercado e investidores estão perplexos com esse desrespeito fiscal. Que certamente vai afetar ainda mais o crescimento econômico que se prevê medíocre, os juros vão subir, também a inflação, que já é assustadora, e o desemprego não terá trégua.

E essa sobra devido ao calote dos precatórios de R$ 91,6 bilhões, como a cereja do bolo da orgia palaciana e da classe política, pois em 2022, ano eleitoral, não vão faltar recursos para emendas parlamentares e verba bilionária para o fundo eleitoral, que vai passar de R$ 2 bilhões para mais de R$ 5 bilhões.

Não por outra razão que, com exceção do PT, PCdoB, Partido Novo e deputados de São Paulo do PSDB, que não votaram a favor desta esbórnia fiscal, é que, entre outros partidos, deputados federais do DEM, PSL, MDB, PSD, Republicanos e do PSDB (sem SP) votaram a favor desta vergonha nacional...

Que, como um vírus letal, mata a esperança de um País melhor...