10 de julho de 2026
Internacional

Mulheres ativistas são encontradas mortas no Afeganistão

FolhaPress
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Mazar-i-Sharif - Quatro afegãs, inicialmente identificadas como ativistas de direitos humanos, foram encontradas mortas na cidade de Mazar-i-Sharif, norte do Afeganistão, segundo informou neste sábado (6) um porta-voz do Talibã, grupo fundamentalista que retomou o poder no país em agosto. Até o momento, dois suspeitos foram detidos, de acordo com Qari Sayed Khosti, do Ministério do Interior. As vítimas não foram identificadas pelos talibãs, mas fontes próximas disseram à agência de notícias AFP que ao menos uma era ativista dos direitos das mulheres.

Ao serviço persa da rede britânica BBC, moradores informaram que as mulheres eram amigas e foram sequestradas perto do aeroporto da cidade, que é Capital da província de Balkh. Em 27 de outubro, os corpos teriam sido encontrados em um fosso.

Uma ativista afegã que vive na Alemanha informou que uma das mulheres era Forouzan Safi, 29 anos, professora universitária e ativista. O pai de Forouzan, Abdul Rahman, relatou à mídia que a filha saiu de casa depois de entrar em contato com pessoas que se identificaram como representantes de organizações de direitos humanos.

A família não teve mais notícias dela, e, quatro dias depois, seu corpo foi encontrado. A irmã de Forouzan, Rita, uma médica afegã, disse que a reconheceu no necrotério pela roupa. "As balas destruiram o corpo dela", descreveu ao britânico The Guardian.

Ainda segundo os familiares, a suposta ligação recebida por Forouzan pode ter tentado a enganar com a esperança de um pedido de asilo na Alemanha, algo que a professora universitária vinha pleiteando. Em sua bolsa, encontrada depois, estavam documentos como o diploma universitário. O marido dela, também ativista, deixou o Afeganistão devido a ameaças.