08 de julho de 2026
Saúde

Cuidado com emoções intensas


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Uma situação de estresse intenso pode causar problemas a curto e longo prazos no nosso corpo. A morte de um familiar, uma traição ou divórcio são exemplos destacadas pela Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) devido ao risco de desenvolver a cardiomiopatia induzida pelo estresse, ou de Takotsubo, a condição gera um aumento no tamanho do coração, prejudicando seu funcionamento.

Os sintomas se assemelham a um ataque cardíaco, e o tratamento mistura medicamentos com acompanhamento psicológico. Mesmo fatores estressores de menor intensidade causam problemas, embora com efeitos no futuro.

Se o organismo não for capaz de voltar ao estado de normalidade e passar a conviver com níveis alterados dos hormônios cortisol e adrenalina, pode favorecer algumas condições, segundo Carla Rosana Guilherme Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica - Regional São Paulo.

Diante de uma situação em que o organismo se sente atacado, a resposta do corpo pode ser "ficar e lutar" ou "fugir". Seja qual for a decisão, as glândulas suprarrenais produzem os hormônios adrenalina, noradrenalina e cortisol, que vão alertar todos os sistemas. A adrenalina, por exemplo, aumenta o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea para garantir que o sangue chegue aos músculos, caso seja preciso correr.

Se a pessoa convive com muitas situações que geram estresse, mas que não exigem uma "luta ou fuga" real, esses hormônios vão ser produzidos de forma desnecessária e se manter na corrente sanguínea. Para controlá-los, algumas medidas podem ser adotadas. As informações são da Agência Einstein.