08 de julho de 2026
Internacional

Polônia se fecha para imigrantes

FolhaPress
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Varsóvia - A crise dos refugiados entre Belarus e Polônia aumentou nesta terça (9), gerando uma troca de acusações que ameaça colocar frente a frente o principal aliado da Rússia de Vladimir Putin e um dos mais agressivos membros da Otan (aliança militar ocidental).

Ambos os países deslocaram tropas para as fronteiras. Minsk afirmou que irá reagir a quaisquer provocações, enquanto Varsóvia voltou a acusar a ditadura de Aleksandr Lukachenko de usar os refugiados como arma de pressão sobre seu país.

A confusão começou em meados deste ano, com um grande fluxo de refugiados, a maioria de países do Oriente Médio como o Iraque, sendo concentrados por autoridades de Belarus junto às fronteiras da Polônia e da Lituânia.

INVASÃO

Na segunda, forças de Varsóvia tiveram de conter uma tentativa de invasão. "Selar a fronteira polonesa é do nosso interesse nacional. Mas hoje, a estabilidade e a segurança de toda a UE está em jogo", afirmou no Twitter o premiê polonês, Mateusz Morwiecki.

"Nós não seremos intimidados e vamos defender a paz na Europa com nossos parceiros da Otan e da UE", disse. A Polônia estima em até 15 mil o número de refugiados no vizinho, ao menos 4.000 deles concentrados num campo em Kuznica.

Já o Ministério da Defesa de Belarus afirmou que a Polônia violou acordos bilaterais de segurança e enviou, sem aviso prévio, 10 mil soldados para as fronteiras. "Nós gostaríamos de alertar o lado polonês contra qualquer provocação", afirmou o órgão, em nota.