10 de julho de 2026
Regional

Polícia investiga morte de músico em Jaú

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte do músico de Jaú (47 quilômetros de Bauru) Roberto Padrenosso Filho, mais conhecido como Betinho Padrenosso, 47 anos, que morreu na última segunda-feira (8). Ele foi levado de forma compulsória para uma clínica de reabilitação em Valinhos por um grupo de pessoas em um carro, mas teria chegado morto ao local.

Segundo o boletim de ocorrência (BO) registrado na delegacia de Valinhos, os homens que o conduziram alegaram que Betinho teria batido a cabeça ao abrir a porta e se jogar do veículo, um Renault/Kwid, em movimento, ainda no limite do município de Jaú. Mesmo assim, eles decidiram seguir viagem e chegaram à clínica, que não recebeu o homem em razão de os sinais vitais estarem fracos.

Betinho, então, foi levado pelo grupo para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Valinhos, que constatou que a vítima já estava morta. A unidade médica acionou a polícia ao verificar que o corpo apresentava outros sinais de lesões, inclusive nos punhos e mãos, como marcas de amarração. Diante dos fatos, as quatro pessoas que participaram do transporte do músico foram detidas por homicídio, sequestro e cárcere privado. Uma quinta pessoa também seria procurada.

INQUÉRITO

O caso, agora, será remetido da Polícia Civil de Valinhos para a de Jaú, que dará prosseguimento ao inquérito policial.

Além dos acusados, uma familiar da vítima, que teria autorizado o transporte do músico, deve ser ouvida nos próximos dias. Consta no BO, que um responsável pela clínica de reabilitação também teria indicado ter tratado com ela sobre a internação de Betinho.

Ao JC, contudo, o administrador da clínica Fabio Cardoso, esclareceu que não estava previsto o transporte no atendimento e que o grupo que conduziu a vítima para a clínica não possuía qualquer vínculo empregatício com o local.

O carro utilizado para a condução do músico passou por perícia técnica. Um cabo, um cadarço, um travesseiro com manchas de sangue e um pedaço de tecido também com sangue foram apreendidos pela polícia.

O corpo passou por exame necroscópico e as causas da morte ainda são investigadas. O enterro de Betinho Padrenosso ocorreu no fim da tarde desta quarta-feira (10), no Cemitério Municipal de Jaú.