09 de julho de 2026
Geral

Milhões de pessoas podem ter a mesma descendência


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Padrões de ancestralidade são bem mais comuns do que se imagina. Se voltarmos há milhares de anos, vai ser possível notar ligações genéticas entre diferentes países e continentes. Uma matéria da BBC explica que, na verdade, somos membros de uma família gigante.

O comediante britânico Josh Widdicombe participou de um programa de TV da BBC focado em genealogia e histórias familiares e descobriu o rei Eduardo 1°, morto há mais de 700 anos, como seu antepassado. Segundo especialistas da área, muitas pessoas do Reino Unido podem ter ancestrais reais, e a descoberta depende do quanto conseguem voltar no tempo e investigar sua árvore genealógica.

O tutor no curso de pós-graduação em genealogia da Universidade de Strathclyde, na Escócia, Graham Holton esclareceu usando prévios modelos de números de descendentes ao longo das gerações, que pode haver cerca de 2 milhões de pessoas vivas com algum grau de parentesco com Eduardo 1°.

Contudo, como a aponta a matéria da BBC, a maioria das pessoas não sabe que descende pelo fato de não ter registros familiares tão antigos. "Uma das questões é o quanto você realmente consegue provar isso. Provavelmente muita gente que é (descendente) não será capaz de prová-lo com evidências documentais", agrega Holton ao BBC.

Outro fato desconhecido pela maioria das pessoas, é que as árvores genealógicas se sobrepõem umas às outras quando se investiga as origens. Elas são basicamente um matagal entrelaçado, justamente, pela população mundial, de maneira conetada, ser resultado de migrações e fusões, quedas e ascensões sociais, informa a BBC.