Entre a feijoada e o churrasco, os brasileiros ficam com a segunda opção, conforme pesquisa realizada pelo Groupon junto a 5 mil pessoas no Brasil, Chile, Argentina, Colômbia e México, em 2015. Democrático, o evento reúne até quem não come carne, pois ultrapassa os limites de uma simples refeição ao "alimentar" as amizades.
Presidente da Comitiva Costela & Viola, em Bauru, além de filiado à Associação dos Churrasqueiros do Brasil, Marcelo Roberto Teixeira assina embaixo. "O churrasco vai muito além da refeição, pois promove um bate-papo, uma reunião de família ou uma confraternização entre amigos", reitera.
Para o profissional, que atua na área há cerca de duas décadas, o evento remete às boas lembranças da infância, principalmente, àquelas com o seu pai, Antônio Carlos Teixeira, já falecido. "Hoje, eu não vivo sem o churrasco, que também é o meu ganha-pão", constata.
À PRIMEIRA VISTA
Já a chef do Santo Fogo, em Bauru, Patrícia de Oliveira Freitas Pereira, tinha medo de trabalhar nessa área devido ao ponto da carne, mas, assim que pilotou uma churrasqueira pela primeira vez, não mais parou. "O churrasco, na minha opinião, é sinônimo de lazer, pois consegue reunir a família e os amigos", acrescenta.
Ainda segundo Pereira, um dos maiores desafios da sua vida se deu quando o chef do restaurante onde ela trabalhava como subchef tirou férias e a colocou no comando da cozinha. "Logo no primeiro dia que eu assumi, saiu um monte de pedido de carne, mas deu tudo certo e, hoje, não penso em fazer outra coisa", complementa.
Raiz ou gourmet, o churrasco esconde alguns segredos que esses dois especialistas fizeram questão de desvendar.