O último dado de inflação no Brasil (IPCA) trouxe alta de 1,25% em outubro na comparação com setembro, acumulando no ano 8,24% e em 12 meses 10,67%. Afinal, quais produtos que podem ser considerados "vilões" da inflação? Vamos à lista.
Top 20 (1)
Vamos com os 20 produtos que mais subiram de preço em outubro. Os produtos são: 1- Pimentão: 85,37%; 2- Etanol: 67,41%; 3- Batata-doce: 51,00%; 4- Passagem aérea: 50,11%; Açúcar refinado: 47,82%; Gasolina: 42,72%; 7- Açúcar Cristal: 42,47%; 8- Óleo diesel: 41,34%; 9- Mandioca: 40,72%; 10-Gás veicular: 39,58%.
Top 20 (2)
Seguindo a lista: 11- Repolho: 39,32%; 12- Filé-mignon: 38,07%; 13- Gás de cozinha: 37,86%; 14- Transporte por aplicativo: 36,66%; 15- Material hidráulico: 36,31%; 16- Café moído: 34,53%; 17- Frango em pedaços: 32,90%; 18- Tomate: 31,99%; 19- Carne de carneiro: 31,35% e 20- Fubá de milho: 28,40%.
Inflação e os pesos de seus grupos
A metodologia do IPCA (Índices de Preços ao Consumidor Amplo) tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre 1 e 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos. O IPCA é dividido em grupos: 1- Transportes (peso 20,5%); 2- Alimentação e bebidas (peso 19,3%); 3- Habitação (peso 15,5%); 4- Saúde e cuidados pessoais (peso 13,5%); 5- Despesas pessoais (peso 10,7%); 6- Educação (peso 6,1%); 7- Comunicação (peso 5,7%); 8- Vestuário (peso 4,5%) e 9- Artigos de residência (peso 3,7%).
Não raciocine como média aritmética
A média aritmética simples leva em conta a soma dos valores dos itens, dividindo-os pelo no número de dados. No caso da inflação a média é ponderada, ou seja, cada produto tem seu peso em seu grupo, e cada grupo tem seu peso no total. Por isso aumentos isolados ou de poucos produtos, não necessariamente pressionam a inflação. Quanto maior o peso do item no orçamento das famílias, mais ele terá significância no resultado final.
Vendas do comércio recuam
Foi o segundo mês seguido que as vendas no comércio recuam. Em setembro o recuo foi de 1,3% na comparação com o mês anterior. Os dados são do IBGE. Mesmo com a queda, o setor opera acima do patamar prépandemia, ou seja, em fevereiro do ano passado.
Produção industrial cai em 9 das 15 regiões
Em setembro, 9 das 15 regiões que integram a Pesquisa Industrial Mensal, que é apurada pelo IBGE, apresentaram queda na produção. Os fatores são desabastecimento de insumos, aumento no custo das matérias-primas e o desemprego. Houve claro descompasso entre oferta e procura. Em São Paulo, maior parque industrial do Brasil a queda foi de 1%. O setor industrial opera atualmente no nível de 3,2% menor do que o período pré-pandemia.
Desoneração da folha prorrogada
A desoneração da folha de salário foi prorrogada por mais 2 anos para 17 setores da economia. Este benefício encerraria neste ano. A desoneração reduz os encargos trabalhistas, deixando de tributar sobre a folha de salários, passando a aplicar alíquota sobre o faturamento. Quanto mais a empresa utiliza mão de obra, maior o benefício. A escolha é entre 20% sobre a folha de salário ou alíquota que varia entre 1% e 4,5% sobre o faturamento bruto.
Black Friday
Está acompanhando os preços das empresas para não pagar metade do dobro na Black Friday? Não perca mais tempo se pretende comprar aquele produto tão sonhado. Monitore o comportamento dos preços e não seja enganado pelos vendedores oportunistas.
Mude já, mude para melhor!
Quem não tem caráter rescinde, inclusive na falta de ética. Cuidado com os falastrões, que nada mais são do que lobos em pele de cordeiro. Sempre é tempo para mudar. Mude já, mude para melhor!