O ano é 2021, mas vivemos na mais sutil e perversa ditadura da história. Em nome de um falso pretexto de combate ao preconceito, as pessoas são canceladas, perseguidas, massacradas e anuladas em nome do tal "combate ao preconceito". Empresas, anônimos, famosos, partidos e redes sociais formando um exibicionismo social que visa, muitas vezes, tirar vantagens pessoais de minorias que, muitas vezes, não se sentem representadas pelos agentes exibicionistas.
Se esse fetiche em parecer "bom moço" diante da sociedade acabasse no ego, continuaria sendo hipocrisia, mas poderíamos relevar, mas o grande problema é que essa vaidade está indo além dos limites permitidos. Quando esses limites são passados se dá inicio a temida e famosa "Cultura do Cancelamento". A "Cultura do Cancelamento" nada mais é do que egocentrismo dos pseudo-democratas, que em nome de um "bem-estar coletivo" decidem assassinar a reputação de pessoas, muitas vezes distorcendo fatos e associando pessoas a crimes de ódio que não foram verdadeiramente cometidos e muito menos condenados pela justiça.
Recentemente, o jogador de vôlei Maurício Souza perdeu o emprego no Minas Tênis Clube. O jogador foi julgado como homofóbico por uma fala imprecisa em relação à inserção de personagens gays em histórias em quadrinhos para crianças e disse a frase "não sei onde vamos parar". A fala é imprecisa e pode fazer alusão a uma possível sexualização precoce, ou pode fazer referente a outras coisas, como jogadoras trans no vôlei. A verdade é que ninguém sabe o que ele quis dizer, porém, com a força das redes sociais, a fala interpretativa foi usada por diversos grupos para chamar atenção e cancelar.
O "fado sensato" que mais chamou atenção nas redes sociais foi o apresentador do Globo Esporte e ex-CQC Felipe Andreoli, que fez carreira e ganhou muito dinheiro com piadas de cunho extremamente preconceituoso. Andreoli massacrou o jogador do Minas, durante a exibição do programa esportivo, possivelmente com a intenção de viralizar na internet.
O ex-humorista conseguiu, de fato, "viralizar", mas pelos "prints" e vídeos antigos, onde Andreolli faz piadas de cunho machista, homofóbico e até racista. Descoberto em seu casulo, o apresentador apenas disse que mudou e pediu desculpas. Reconhecer um erro e se desculpar seria louvável, se ele não tivesse usado sua força midiática para massacrar alguém que, se quer, fez as piadas infames que Andreoli fez no passado. Piadas pesadas que fizeram a fama do ex-CQC e que hoje, ele tenta esconder, para se promover através de pessoas errantes, assim como ele.
Muitas vezes o preconceituoso aponta preconceitos inexistentes de alguém, esconde sua culpa, tira sua responsabilidade e reduz o livre pensamento crítico, que deve existir em todos nós, sem julgamentos ou cancelamentos. Hoje, parecer "bom moço" é mais importante do que ser. O exibicionismo moral é a origem de uma cultura canceladora e hipócrita, que devemos torcer para que acabe logo.