10 de julho de 2026
Nacional

Entidades pedem o fim do PPI na Petrobras

Estadão Conteúdo
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Rio de Janeiro - A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) enviou uma carta ao presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, pedindo a substituição da atual política de preços dos combustíveis. No manifesto de quatro páginas, assinado em conjunto com outras entidades, é defendida a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) "para recolocar a Petrobras dentro dos objetivos para os quais foi criada".

O documento é assinado também pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Conselho Federal de Economia (Cofecon) e pela Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo).

As entidades contestam a adoção pela Petrobras da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que considera nos cálculos dos reajustes dos combustíveis as variações cambial e da cotação do petróleo internacional, além dos custos logísticos para trazer os produtos de outros países. Na prática, por todo combustível consumido no Brasil é cobrado preço de importação, ainda que seja atendida com produção interna.

"A própria existência da Petrobras e sua liderança na exploração de águas profundas, bem o pré-sal, foram demonstradas desnecessárias, já que pagamos preço de importação. Nenhum país no mundo produtor de petróleo e com refinarias adota este modelo de política de preços", traz o documento.