Brasília - O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Danilo Dupas, voltou a negar nesta quarta-feira (17) qualquer risco quanto à realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 21 e 28 deste mês.
A declaração de Dupas ocorre em meio à crise que atinge a autarquia, após 37 servidores ligados a cargos em comissão voltados para a realização do Enem e de outras avaliações terem pedido exoneração dessas funções.
"O Enem 2021 será realizado normalmente. Não há qualquer risco às aplicações", disse Dupas, que participou, na manhã desta quarta-feira, de um audiência pública no Senado para tratar do tema.
GRATIFICAÇÃO
Segundo Dupas, a crise na instituição teria, entre outras motivos, o debate sobre uma gratificação dada a alguns servidores, a Gratificação por encargo de Curso ou Concurso (GECC), paga para aquelas atividades que não estão previstas nas competências da área ou da carreira do servidor.
"Não é natural que 37 servidores, aparentemente preocupados com os exames e com o Inep, peçam exoneração ao mesmo tempo e na véspera da realização das provas", criticou. Já o presidente da Associação dos Servidores do Inep (Assinep) Alexandre Retamal rebateu as acusações.