Berlim - Em meio à explosão de novos casos de Covid-19 na Alemanha, o país decidiu impor restrições para pessoas que não se vacinaram e ofertar uma terceira dose do imunizante contra a doença para todos com mais de 18 anos.
Lideranças nacionais e regionais da Alemanha se reuniram nesta quinta e concordaram em restringir, nas áreas onde houver lotação de hospitais, o acesso a eventos públicos, culturais e esportivos, além de restaurantes, só para quem já está vacinado ou que comprove que se recuperou de uma infecção recentemente.
A medida é necessária para enfrentar uma quarta onda "muito preocupante" da pandemia, disse a primeira-ministra Angela Merkel. A premiê disse ainda que o governo federal também estuda um pedido dos governos regionais por uma legislação que lhes permita exigir que os profissionais de saúde e hospitais sejam vacinados.
Além das restrições a quem não se vacinou, o comitê consultivo de vacinas do país recomendou nesta quinta (18) a terceira dose do imunizante contra a Covid para todas as pessoas com mais de 18 anos. As doses de reforço devem ser administradas com uma vacina de RNA mensageiro (mRNA), como são as da Pfizer e da Moderna, e somente seis meses após ter sido tomada a segunda dose, detalhou o comitê. Ainda segundo o colegiado, uma redução do intervalo para cinco meses pode ser considerada em casos individuais.
O país ultrapassou a marca de 60 mil novos casos diários pela primeira vez desde o início da pandemia. O número, já preocupante, é considerado subnotificado por especialistas. Lothar Wieler, chefe do Instituto Robert Koch, voltado para o controle de doenças no país, afirmou que a situação da pandemia nunca foi tão séria como agora e que o número real de casos deve ser o dobro ou mesmo o triplo do que é registrado oficialmente.