09 de julho de 2026
Geral

Levantamento coloca Bauru em patamar de alerta para a dengue


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Após mais de um ano e meio suspenso por conta da pandemia de Covid-19, o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa) voltou a ser realizado em Bauru pelas equipes da Divisão de Vigilância Ambiental no mês passado e constatou uma situação preocupante. O índice encontrado foi de 2,3, que coloca a cidade em contexto de alerta para transmissão de arboviroses, principalmente a dengue. O ideal é que o Liraa se mantenha abaixo de 1,0. Áreas afetadas pelo rodízio de água, onde as pessoas estão acumulando o líquido, tiveram níveis altos, considerados de risco.

A pesquisa identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença e permite aos municípios verificarem a porcentagem de um total de imóveis vistoriados que apresentem criadouros de larvas do Aedes. Isso possibilita estimar o risco de epidemia da dengue e definir o método de prevenção.

Criadouros são todos os objetos passíveis de acúmulo de água, seja pela falta de cuidados ou mesmo pela característica do seu uso.

EFEITOS DO RODÍZIO

Durante esta edição do Liraa em Bauru, foram visitados 8.842 imóveis em bairros de todas as regiões da cidade, sendo encontrados 32.877 recipientes em condições de criadouros e 12.977 com acúmulo de água, sendo 249 positivos para Aedes aegypti em 206 imóveis.

As regiões da Dutra/Industrial (Parque Real, Val de Palmas, Santa Cândida, Vl. Dutra e Leão 13), da Falcão (Industrial, Pacífico, Souto, Paraíso) e do Centro (Altos da Cidade e Estoril) foram as que obtiveram os índices acima de 3,9. Tal nível classifica os territórios com risco de transmissão.

Conforme lembra a prefeitura, essas regiões estão sendo afetadas pelo rodízio de água e nota-se, consideravelmente, criadouros relacionados ao armazenamento do líquido, de forma propícia à proliferação do mosquito, como baldes, tambores, entre outros, com positividade significativa para Aedes aegypti nesses bairros.

A Secretaria de Saúde pede que a população redobre os cuidados, evitando o acúmulo de água em qualquer recipiente, contribuindo para o controle do mosquito, que transmite a dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

A área com índice satisfatório na ordem de 0 concentra as regiões do Geisel, Parque das Camélias, Núcleo José Regino, Parque Bauru, Jardim Tangarás, Quinta da Bela Olinda, Mary Dota, Jardim Silvestre, Ivone, Chapadão, Parque Giansante, Jardim Mendonça e Santa Edwirges, onde 561 imóveis receberam a visita dos agentes de endemias.