09 de julho de 2026
Regional

Encontro em Piratininga discute como recuperar o Rio Batalha

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A Câmara Municipal de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) foi palco, nesta quinta-feira (18), de um Seminário Regional de Educação Ambiental que teve como foco a discussão de melhorias em prol da recuperação do Rio Batalha. Conforme o JC tem noticiado, a lagoa de captação do manancial em questão, que abastece parte da população de Bauru, chegou a enfrentar até risco de colapso nos últimos dias, ou seja, de ter a captação paralisada, frente à escassez de água. É com objetivo de expandir ações que ajudem o rio a se recuperar que o evento em Piratininga reuniu gestores municipais e educadores de cidades da região.

Entre os presentes também estava o novo secretário de Meio Ambiente de Bauru, Levi Momesso, que foi recepcionado, assim como outros secretários municipais e diretores de Meio Ambiente, pelo prefeito de Piratininga, major Jorge Luís, e o coordenador de Meio Ambiente, Bruno Pereira Chies. Participaram ainda autoridades de Avaí, Reginópolis e Jaú, além de representantes do deputado federal Rodrigo Agostinho, membros da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral Regional de Bauru (Cati) e alguns professores da rede municipal e estadual de Piratininga e Bauru.

Além do Seminário Regional de Educação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Batalha, os participantes receberam também uma capacitação socioambiental, chamada "Formação de Multiplicadores em Educação Ambiental da UGRHI 16". A sigla corresponde à região do manancial abrangida, que compreende 33 municípios com aproximadamente cerca de 600 mil habitantes.

O seminário e a capacitação foram realizados pelo Instituto Pró-Terra, que teve projeto financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), com apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Batalha.

"Durante o Seminário, eu apresentei um projeto-piloto, intitulado Afluentes do Batalha, e indiquei a necessidade de parceria com Bauru e Agudos para conseguir viabilizá-lo, tecnicamente e financeiramente. Alguns dos principais córregos que desaguam no Batalha passam dentro da cidade de Piratininga. Aliás, a maior parte das águas que abastecem o rio nasce aqui. Então, Bauru precisa contribuir para que nossos córregos sejam recuperados, desassoreados e com plantio em grande escala para contribuir com as matas ciliares", frisa Chies.

Após as discussões sobre a atual situação do Batalha e possíveis saídas para ajudar na recuperação do manancial, os participantes foram até o Museu do Café na chamada nascente modelo, que fica no córrego São João, que é um dos afluentes do Batalha. A nascente é chamada assim por respeitar os padrões ideais em sua Área de Proteção Permanente (APP). "Efetuamos um plantio simbólico de mudas por lá para marcar o evento", finaliza o Bruno Chies.