10 de julho de 2026
Regional

Operação contra fraude no auxílio emergencial tem prisão em Lençóis

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - Uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes de aproximadamente R$ 10 milhões em pagamentos do auxílio emergencial federal cumpriu prisão e ao menos 4 mandados de busca em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), nesta quarta-feira (24).

Denominada, "Vida Fácil", a operação faz alusão ao comportamento dos investigados que, sem apresentar vínculos de trabalho lícito, desfrutavam de uma vida de luxo, com carros importados, imóveis de alto padrão, viagens e até propriedades de jet skis.

Ao todo, 17 mandados de prisão preventiva e 54 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Lençóis Paulista, Araçatuba, Marília, Birigui, São José do Rio Preto, Anápolis (GO) e Maringá (PR). Mais detalhes sobre as apreensões e prisões não foram fornecidos até o fechamento desta edição.

COMO AGIA

Segundo as investigações, que começaram no início deste ano, o grupo agia por meio de fraudes e desvios de benefícios assistências de pessoas físicas que tiveram seus dados clonados ou até conseguiam sacar o dinheiro em nome de pessoas que não existem.

As investigações tiveram início em Araçatuba, quando uma primeira fase da operação ocorreu. As informações foram repassadas pela Unidade de Repressão às Fraudes ao Auxílio Emergencial da Polícia Federal em Brasília (DF) que, durante cruzamento em bancos de dados descobriu vários auxílios emergenciais fraudados.

Essa apuração ocorreu de forma conjunta com o Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Polícia Federal e Receita Federal.

Os agentes confirmaram a existência de duas organizações criminosas especializadas na prática de furto, mediante fraude do benefício e que tinham base na cidade de Birigui, mas agiam também em outros Estados.

A estimava é de que os prejuízos aos cofres públicos sejam superiores a R$ 10 milhões.

PRISÕES E BLOQUEIOS

A pedido da PF, a Justiça Federal decretou, além das buscas e prisões, o bloqueio de bens e valores dos investigados, como carros importados e imóveis, objetivando a restituição dos valores desviados para os cofres públicos.

Os presos serão indiciados por furto, mediante fraude, praticados por meio de dispositivo eletrônico, e associação criminosa. Se condenados, eles estarão sujeitos à pena máxima de 16 anos de reclusão.

Todas as apreensões realizadas foram encaminhadas para a sede da PF em Araçatuba, assim como os presos.