08 de julho de 2026
Geral

Nova erosão é aberta e preocupa no Trevo da Eny com a Rondon

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

O sinal amarelo é novamente aceso nas imediações do Trevo da Eny. Se por um lado o período das águas, no verão, é esperado para minimizar a crise hídrica na cidade entre Bauru e Piratininga, para não deixar o nível do Rio Batalha cair, no trecho entre Bauru e Agudos a situação é preocupante. Há mais de um ano, enxurradas descem pelas pistas do Trevo da Eny, pelo lado da rodovia Marechal Rondon (SP-300), passam pela avenida marginal Issa Marar, região da Luso, e abrem crateras às margens dessa rua e avançam para terrenos particulares.

A recuperação do problema havia sido anunciada em 7 de março deste ano, mas a preocupação continua com uma nova abertura de 100 metros de comprimento, 10 metros de largura e, até o momento, 3 de profundidade. O local é de difícil acesso, por ter mata fechada.

CASO ANTIGO

Houve uma longa discussão entre a concessionária responsável pelo trecho, a Rodovias Tietê, e a Secretaria de Obras, desde janeiro de 2020, até que uma imensa cratera fosse recuperada. No entanto, o problema voltou nas proximidades.

O JC constatou, inclusive, que pedras já foram empurradas pela força da chuva no barranco onde houve a obra de recuperação dessa cratera. Naquele eixo existem concessões de três empresas, além de responsabilidades da Prefeitura de Bauru.

De acordo com o secretário de Obras, Leandro Joaquim, o serviço na época não foi totalmente bem feito pela concessionária.

"Duas famílias que possuem terrenos naquela área, a Obeid e Paschoalotto, doaram cerca de R$ 1,5 milhão em materiais para que possamos fazer a contenção. Estamos programando para o início do ano, entre janeiro e fevereiro. A Secretaria de Obras entra com mão de obra e maquinário. Contatamos a Artesp, discutimos nove tópicos para obras e nos disseram que a Rodovias Tietê está com problemas financeiros. Então vamos resolver o problema nós mesmos e depois acionar a Rodovias Tietê judicialmente para o ressarcimento", comentou o secretário de Obras.

Ainda segundo Leandro Joaquim, a água desce com muita velocidade, a partir da Rondon, e na obra que foi feita na marginal Issa Marar precisaria ter sido feito um melhor direcionamento de canaletas de águas pluviais, mas faltaram calhas e uma escadaria para diminuir o impacto e o volume direto das enxurradas. A reportagem procurou ontem a concessionária, mas até o final da noite não obteve resposta.