Dentro das investigações da Operação Rachadinha, a Polícia Civil iniciou, nesta quarta (1), uma série de depoimentos de vereadores, por meio dos primeiros depoentes Pastor Bira (Podemos) e Chiara Ranieri (DEM). Ambos se referiram aos acontecimentos envolvendo o vereador Carlinhos do PS, durante a última sessão do Legislativo. Nesta quinta (2), está previsto o depoimento do vereador Eduardo Borgo (PSL).
O delegado Gláucio Eduardo Stocco, responsável pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold), que comanda as investigações, afirmou que os depoimentos vão contribuir com as apurações que continuam em andamento e ajudar a esclarecer informações pendentes, inclusive se existem outros envolvidos, entre vereadores e servidores, lotados em outros setores da administração pública, nas práticas criminosas que pesam contra o vereador preso. "Se há mais gente envolvida é o que a gente está buscando", afirmou.
De acordo com o delegado, serão vários outros ouvidos dentro do que foi apurado até agora pelas investigações.
Sobre sua convocação para depor, a vereadora Chiara emitiu uma nota na qual se coloca à disposição da Justiça para colaborar com a investigação "que apura irregularidades na indicação de cargos na administração pública". O processo que apura os crimes corre em segredo de justiça. "A vereadora também se colocou à disposição das autoridades para colaboração sempre que necessário", diz a nota.
Da tribuna da Câmara, na última sessão, Chiara reivindicou a apuração de outros esquemas de devolução ilegal de salários entre servidores públicos e políticos, chamadas de rachadinhas. "As outras rachadinhas que estão acontecendo por aí tem que ser apuradas também", afirmou.
E mencionou a prática da "rachadinha da fé", e que falaria à Polícia tudo o que sabia sobre o assunto. "Pode me chamar que eu conto tudo, de todo mundo", garantiu Chiara
O Pastor Bira não retornou aos contatos da reportagem.