A Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Bauru, prendeu um homem de 39 anos que se passava por policial. Por meio da Operação Goose (ganso, em português), ele foi detido em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e uso indevido de símbolo ou brasão de órgão da administração pública. A operação foi batizada com este nome porque, na linguagem policial, denomina-se "ganso" aquele que finge ser agente da lei.
De acordo a polícia, o suspeito (o JC não teve acesso ao nome completo) já havia sido anteriormente investigado pelos mesmos crimes, inclusive se passando por policial civil e instrutor da instituição, como forma de divulgar em redes sociais cursos táticos, com o perfil de "Instrutor Delta".
Na tarde desta segunda-feira (3), os policiais civis da Deic receberam informação de que, durante curso para agentes penitenciários, um indivíduo estranho aos quadros da Secretaria da Administração Penitenciaria (SAP) e com uniforme semelhante aos instrutores de armamento e tiro da Academia da Polícia Civil estava pelo local, portando uma arma de fogo. Ele teria, novamente, se identificado como policial civil para entrar na unidade.
CINTO TÁTICO
Quando as equipes chegaram, abordaram o suspeito e constataram que ele usava um cinto tático com uma pistola Taurus 9 milímetros, além de dois carregadores sobressalentes. Ainda de acordo com a Polícia Civil, ele ainda estava na posse de dois veículos GM Blazer, que tinham dispositivos de acionamento de sirene e sinais luminosos, como se fossem viaturas descaracterizadas. No porta-malas, havia coldres, abafadores, capas de colete a prova de balas e uma jaqueta do Samu, com a inscrição "Instrutor Força Nacional do SUS". Foram ainda apreendidos cerca de 35 cartuchos de pistola.
"Após verificarem que a arma de fogo estava registrada em nome da esposa do autuado (prática comum de indivíduos que possuem antecedentes criminais após a mudança da legislação), os policiais da Deic deram voz de prisão em flagrante. Pelo uso indevido do símbolo do Samu, ele também foi autuado pelo crime de uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da administração pública, cuja pena é de 2 a 5 anos de reclusão", explica Cledson Nascimento, delegado da Deic Bauru.
O autuado foi encaminhado para a Cadeia Pública de Avaí e a prisão em flagrante foi convertida pela Justiça em preventiva.