09 de julho de 2026
Internacional

São Paulo estreita os laços com Nova York

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - O prefeito eleito de Nova York, Eric Adams, visitará São Paulo após sua posse, em 1 de janeiro de 2022. Na sua agenda, cooperação com estado e capital nas áreas de segurança, habitação para sem-teto e educação.

Adams foi convidado a visitar o Brasil nesta sexta (3) pelo governador João Doria (PSDB) durante o SP Day, um dia de palestras de autoridades paulistas a investidores norte-americanos que faz parte da missão empresarial da agência estadual InvestSP.

Eleito em novembro com folga, mas com uma alta abstenção, Adams falou via teleconferência desde Gana, país africano que está visitando "para conhecer meus ancestrais", segundo disse --ele é o segundo prefeito negro da história de Nova York.

"Não podemos mais pensar de forma isolada. Temos de entender as questões como globais", afirmou ele. Ex-republicano e agora democrata, ele foi eleito com forte apoio dos barões do mercado imobiliário e um discurso "pro-business".

CORONAVAC

"Os negócios são demonizados, não conseguem crescer. Isso vai mudar", afirmou. Trocou elogios com Doria, a quem chamou de "visionário" pelo investimento na vacina contra Covid-19, CoronaVac. "Depois do seu discurso inspirador eu entendi por que você foi eleito", disse o tucano.

Na sua fala, Doria, que foi escolhido pelo PSDB como candidato a presidente em 2022, relacionou a alta vacinação em São Paulo, na casa dos 100% dos adultos, com a possibilidade "segurança para a vida das pessoas e para a retomada dos negócios".

HISTÓRIA DE POBREZA

Ex-policial que teve uma infância pobre e chegou a ser preso, Adams combina várias personas em suas falas. Isso já levou à acusação de que ele embeleza histórias para agradar a diversas plateias.

Um de seus pontos na campanha foi a defesa do uso de prédios subutilizados em Nova York para abrigar sem-teto. Hoje, 48 mil das cerca de 80 mil pessoas sem habitação na cidade são acolhidas pela prefeitura.

Em São Paulo, há 17 mil sem-teto sendo atendidos pela prefeitura. A população até antes da pandemia era de 24 mil pessoas, mas um novo censo está sendo elaborado e deve estar pronto até janeiro --em várias áreas da capital paulista, é visível o aumento de pessoas nas ruas. O tucano sempre cita o modelo norte-americano de polícias municipais. Quando foi prefeito paulistano (2017-18), tentou reformular a Guarda Civil Metropolitana da capital nesse sentido. No Brasil, contudo, a Constituição atribui aos governadores a responsabilidade pela área, e a Justiça barrou a mudança.