São Paulo - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), espera não ser necessário cancelar o Carnaval na cidade, em 2022. Ele anunciou na manhã deste sábado (4) que o tradicional Réveillon na orla de Copacabana não será mais realizado, por orientação do comitê científico local.
Será o segundo ano consecutivo no qual a festa não acontecerá por causa da pandemia de Covid-19. "Tomara que não precise cancelar o carnaval, pela importância da cultura e da atividade econômica", disse Paes, em rápida entrevista coletiva na manhã.
O anúncio do cancelamento do réveillon foi feito pelo Twitter mais cedo. Paes afirmou que a prefeitura teria todas as condições de assumir os custos da festa do Ano Novo, ao contrário de notícias divulgadas após o anúncio do cancelamento. "As decisões são técnicas, a partir da realidade e das informações científicas", disse o prefeito.
"Não tem nada mais anticarioca do que essa porcaria da Covid. O Rio é a cidade da celebração, do abraço, do espaço público, do encontro, mas nós vamos resistir bravamente. Nós vamos prevalecer, e o Rio continua aqui lindo e maravilhoso", comentou.
SÃO PAULO
Com o avanço da variante ômicron do coronavírus, a Prefeitura de São Paulo anunciou na quinta-feira, 2, o cancelamento do réveillon da Avenida Paulista e a continuidade do uso de máscaras obrigatório, mesmo em ambiente externo. A decisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi baseada em parecer da Vigilância Sanitária e confirmada ao Estadão em Nova York, onde ele está com o governador João Doria (PSDB) em viagem oficial (leia mais à página 19). Com isso, já são 22 as capitais que suspenderam a festa.
A gestão paulistana tem destacado que as taxas da capital continuam "favoráveis" em relação a outros períodos da pandemia. Nunes descartou restringir grandes eventos na cidade por ora e argumentou que os óbitos caíram muito. "Hoje, apesar da variante, a situação é controlada. Vamos continuar tendo eventos com comprovante de vacinação", disse. Segundo ele, um novo estudo da Vigilância Sanitária sobre o uso obrigatório de máscara e a presença da nova cepa será entregue no fim de dezembro.
CARNAVAL É DÚVIDA
Sobre a realização do Carnaval, o prefeito disse que a Secretaria de Saúde vai monitorar o cenário. "São Paulo não fará nada por pressão. Não é coerente tomar uma decisão agora sobre Carnaval", comentou.
Ricardo Nunes descartou exigir passaporte vacinal em bares e restaurantes da capital paulista.
SÃO SILVESTRE
Quando à corrida de São Silvestre, tradicionalmente realizada em 31 de dezembro, Nunes disse que está mantida. "É possível haver a corrida porque as pessoas farão o teste e não existe aglomeração. Evidentemente, é uma nova variante, pode ser que surja algum fato novo relevante nos próximos dias. Na data de hoje, está mantida porque não houve nenhuma indicação contrária da Vigilância Sanitária."
Doria defendeu que prefeitos paulistas suspendam as festas. "Vamos no caminho da cautela e do zelo para proteger vidas. Não é hora de fazer festas de Réveillon", disse.
AVENIDA PAULISTA
O último Réveillon (de 2019 para 2020) levou cerca de 2 milhões à Avenida Paulista, segundo a Prefeitura divulgou na época. Um estudo do Observatório do Turismo, ligado ao Município, identificou que 59% do público morava na cidade, 18,9% vivia em outros municípios da Grande São Paulo e 7,1% no interior Estadão Conteúdo paulista, 14,7% em outros Estados e 0,2% no exterior.
A festa da virada para 2022 estava em preparativos. A contratação da São Paulo Turismo (SPTuris), chegou a ser autorizada em 17 de novembro, pelo custo de R$ 6,2 milhões.