O título refere-se a um ou mais habitue(s) desta coluna, que em época de eleições e de carnaval se animam e, sempre alvoroçados, como bem cabe ao baixo clero da política local, trocam pés pelas mãos sempre querendo aparecer. Este que é representado pelos candidatos competentes, uns que têm meia dúzia de votos de incautos e outros que se dizem representantes de minorias e acham que com uma denunciazinha infundada aqui, um apoio a minorias acolá, uma crítica, mesmo que injusta, ao prefeito ou aos vereadores de plantão ou um apoio a uma festa, mesmo que exista risco de espalhar a pandemia. Para eles, o que importa é conseguir o voto e chegar ou se manter no poder. Um desses é praticante da eisegese, que é a leitura de um texto bíblico com base em teorias subjetivas. Não confundir com exegese, que é a interpretação sistemática do texto. Chegou na sua eisegese à conclusão que o rei de Israel Davi (homem segundo o coração de Deus) era homossexual. Ainda no carnaval passado comparou o Louvor a Deus do mesmo Davi ao louvor com pandeiros e tamborim carnavalescos a baco.
Agora, o mesmo está reclamando das cidades que, acertadamente, não terão carnaval devido à descoberta de novas cepas do vírus do Covid e a possibilidade de que estes vírus venham a se expandir. Tem ainda o apoio de um vereador, cujo lema deveria ser "só festas", e junto muita irresponsabilidade. Minha esposa faleceu meses após o carnaval de 2020, vítima de Covid, e, portanto, tenho todo direito de protestar contra o carnaval como vetor de propagação, bem como de gastos que melhor seriam aplicados em medidas de prevenção e vacinas contra o vírus.
Portanto, faço um apelo aos vereadores de Bauru e à prefeita Suéllen: que cancelem réveillon e todos os carnavais até que tenhamos uma situação sob controle total destes novos vírus. Não há como correr o risco e, sra. prefeita e srs. vereadores: uma morte que ocorra devido a isto pesará contra os senhores para sempre. E alguns eleitores não têm memória curta, como se propaga por aí.