10 de julho de 2026
Política

Michelle Bolsonaro diz ser vítima de intolerância religiosa

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A primeira-dama Michelle Bolsonaro chamou nesta segunda-feira (6) de "intolerância religiosa" e "desamor" as reações em redes sociais à sua comemoração da aprovação de André Mendonça para o STF (Supremo Tribunal Federal), na semana passada.

Nas imagens que circularam na internet, Michelle diz "glória a Deus" e fala numa língua desconhecida. Pentecostal, ela estava manifestando "o Espírito Santo", na capacidade de falar outras línguas, segundo a crença.

"Usarei 1 Coríntios 2:10-14 para responder à intolerância religiosa e o desamor de muitos a meu respeito, por celebrar a vitória do meu irmão em cristo André Mendonça", disse a primeira-dama em publicação nos stories do Instagram.

Na rede social, ela respondeu uma publicação que dizia que ela teria virado "chacota na web" com a sua comemoração. Michelle acompanhou os votos dos senadores ao lado de Mendonça, o futuro ministro do STF definido por Jair Bolsonaro como "terrivelmente evangélico" e as imagens do momento em que foi aprovado circularam na internet.

DEFESA

A cena de falar em línguas estranhas não é incomum entre pentecostais. Essa denominação surgiu nos Estados Unidos no final do século 19 e faz referência à festa de Pentecostes, quando o Espírito Santo teria outorgado aos discípulos de Cristo poderes de cura e glossolalia (falar línguas).

Lideranças evangélicas saíram em defesa da primeira-dama. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, classificou como "deboche" e "preconceito contra a fé". "Não vejo essa gente debochar daqueles que professam sua fé em orixás e santos. Mas debocharam dos evangélicos", afirmou, em vídeo. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, também prestou solidariedade nas redes sociais a Michelle.