08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O bom e o ruim da Rede Globo

Paulo Neves
| Tempo de leitura: 2 min

Não vou julgar o que ocorreu em anos anteriores no programa The Voice Brasil, sou um simples professor de História do Brasil, não sou crítico de programas de televisão, não julgo, aliás, quem sou eu para julgar. Mas de uma coisa tenho certeza: já acompanho o programa há alguns anos e os candidatos-promessas são ótimos que estão se apresentando, nesse mar de "coisas" do mundo musical.

A verdade é que os concorrentes vão ter muita dificuldade em vingar no mercado musical abarrotado de "coisas" insignificantes de péssima qualidade, não só na música, mas na cultura, na educação e nos outros assuntos mais votados.

Os participantes do The Voice Brasil são ótimos e do Brasil inteiro, com muita qualidade, mas tem contra si o encolhimento da indústria fonográfica, infelizmente, o prêmio principal nesse show de talentos não tem servido para passaporte de voos muito altos. Enquanto isso, o mercado fonográfico se iguala ao governo, um lixo!

Esse tipo de programa faz grande sucesso e na maioria das vezes é muito bom, o que me incomoda é a falta de criatividade da televisão brasileira, nesse segmento, que se contenta em comprar e adaptar formatos estrangeiros, bem ao estilo que a Matriz faz, bem como diria Nelson Rodrigues - nosso eterno complexo de vira lata.

Fugindo um pouco ao The Voice Brasil, assisti ao patético, horroroso, absurdo, entrega de prêmios do Brasil Olímpico do COB, que aconteceu na terça- feira, dia 7 de dezembro, em Aracaju, capital do Sergipe, em um teatro lindíssimo, mas completamente esvaziado. O COB decidiu fazer o evento no nordeste devido à grande performance dos nordestinos nas Olimpíadas de Tóquio. Por que patético?

Tudo foi improvisado, desde uma orquestra sem saber o que fazer e o que tocar a uma dupla de apresentadores incapazes, perdidos nos textos e, o pior, sem graça e inodoro. O que valeu?

Foi a homenagem a Izaquias Queiroz, Italo Ferreira, Herbert Conceição, Rayssa Leal e Ana Marcela Cunha. A exceção é Rebeca Andrade, que não nasceu na região, é natural de Guarulhos.