08 de julho de 2026
Nacional

Nova variante resiste a duas vacinas

Estadão Conteúdo
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Hong Kong - Um estudo feito pela Universidade de Hong Kong, na China, determinou que as vacinas CoronaVac e Pfizer não induzem anticorpos suficientes para conter a variante ômicron do coronavírus. Os resultados são preliminares e ainda não foram revisados pela comunidade científica. Os pesquisadores dizem que os dados indicam a necessidade de pensar em estratégias de doses de reforço.

Os resultados até agora têm indicado que a Ômicron é bem mais contagiosa do que as outras versões do vírus, mas não tem causado infecções graves. Farmacêuticas e cientistas correm agora para descobrir qual é o nível de proteção dos imunizantes e se haverá necessidade de adaptar as vacinas.

A pesquisa chinesa foi conduzida pelo infectologista Yuen Kwok-yung e se baseou na análise de amostras de sangue de 50 pessoas, 25 delas imunizadas com o esquema completo de CoronaVac, e as outras 25, com a Pfizer.

Naqueles que receberam a vacina da Sinovac, não foram encontrados níveis de anticorpos capazes de neutralizar a ômicron. Já entre os imunizados com a vacina da Pfizer-BioNTech, apenas cinco apresentaram níveis "detectáveis" de anticorpos, que ainda eram de 35 a 40 vezes menores do que aqueles produzidos contra a cepa original do coronavírus e "significativamente" menos eficazes em comparação com as variantes beta e delta.

Os pesquisadores também falaram que, por enquanto, a maneira mais eficaz de não contrair o vírus é o uso de máscaras, lavar bem as mãos, higienização de mãos e de superfícies com o álcool 70 e, distanciamento social.