08 de julho de 2026
Nacional

Ômicron não seria tão severa

Estadão Conteúdo
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Hong Kong - Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Hong Kong (HKUMed, na sigla em inglês) analisou a capacidade de replicação da variante ômicron e indicou que ela pode ser de fato mais transmissível, porém, causar quadros infecciosos menos severos. Os pesquisadores destacaram que, mesmo com severidade reduzida, o risco global da linhagem é "provavelmente muito significativa".

Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram tecidos pulmonares para analisar como a cepa original do novo coronavírus, a delta e a ômicron infectam o trato respiratório humano. A pesquisa ainda está sendo analisada por pares antes de ser publicada em uma revista científica, informou a instituição de ensino.

A análise apontou que, quando comparada às outras duas cepas, a ômicron se multiplica 70 vezes mais rapidamente nos brônquios humanos (estruturas com formato de tubo que ligam traqueia e pulmões, cuja função é encaminhar ar para esses órgãos). Isso pode explicar por que a linhagem detectada na África do Sul é mais transmissível - como indicaram evidências preliminares citadas pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS).

No tecido pulmonar, formado pelos alvéolos (responsáveis pela troca gasosa que leva oxigênio ao sangue), no entanto, a replicação da nova variante parece ser menos eficiente, um indício de que a doença causada por ela pode ser menos severa. 

Michael Chan Chi-wai, líder da pesquisa, destacou, em nota, que a severidade de uma doença não é determinada apenas pela capacidade de replicação do vírus, dependendo também da resposta imune do paciente. "Ao infectar muito mais pessoas, um vírus infeccioso pode causar doenças mais graves e morte, embora o vírus seja menos patogênico", alertou.