Achei muito interessante a linguagem lúdica do texto publicado na coluna Opinião de 17/12/21 sob o título "Papai Noel", em que se pede a solução para o problema do DAE e da falta d´água na cidade. Problema crônico que afeta tanta gente.
Trazermos problemas sérios para a linguagem lúdica pode até nos ajudar a encontrar soluções simples do que muita linguagem extremamente técnica.
Assim, peço a licença para aproveitar o momento natalino e a imagem do bom velhinho que tanto agrada adultos e crianças para usar a mesma linguagem lúdica nesse texto.
Se temos muito a agradecer ao "papai noel" por esse dezembro cheio de conquistas para a cidade de Bauru, como ampliação das vias e entradas da Marechal Rondon no trecho urbano, renovação da Avenida Getúlio Vargas, dá orgulho desta "Cidade sem limites" que está com ares de "Cidade Grande"...
Mas como Cidade Grande que é, acredito que o Papai Noel precise providenciar como maior presente para o nosso povo é o equilíbrio entre o excesso de água da chuva e a falta de água durante boa parte do ano.
Não seria boa ideia o "Bom velhinho" providenciar grandes cisternas subterrâneas (como a usada para postos de gasolina por exemplo) para que seja captada toda essa água exponencial que é trazida do céu e canalizada tão ferozmente pelas ruas íngremes dessa grande cidade a fim de que possa ser reaproveitada? Seja com tratamento seja para simples reuso para praças, avenidas, áreas comuns dos bairros?
Não seria boa ideia também que passassem a ser obrigatórios compartimentos para reuso da água da chuva e outras fontes reaproveitáveis, como torneiras, ou máquinas de lavar, em condomínios e residências? Não seria uma economia incomensurável?
Muitos de nós, por não participar dos serviços domésticos, não vislumbram a quantidade de desperdício de água que se dá em cada residência pela falta de obrigatoriedade dos compartimentos de reuso.
Apesar de toda nossa cultura e boa formação, nem mesmo em casas e apartamentos de alto padrão vemos essa prática do reuso como um modelo urgente e eficaz para todos. Temos os móveis, eletrodomésticos, eletrônicos de ponta, mas não lembramos do simples compartimento para o uso inteligente da água...
Precisamos de medidas efetivas e de impacto, reaproveitando água da chuva de forma inteligente e eficaz, com o que a própria cidade tem hoje de problema pela rápida vazão da água da chuva pelas ruas íngremes, que traz tantos estragos e prejuízo urbano.
Que isso se torne "vantagem", com esse imenso volume de água que rapidamente encham todos os reservatórios públicos e privados, para que ela possa ostentar grandes e suntuosos jardins bem cuidados e irrigados, com uma população feliz por não ter falta do básico e indispensável à vida que é a "água nossa de cada dia".