Filha de Joaquim e Ana, Maria nasceu. Prósperos, generosos, virtuosos, porém, sem descendência, seus pais não eram abençoados por Deus, o que só aconteceu após quarenta dias, no deserto, ambos, em abstinência.
O corpo da donzela, escolhido, abrigaria o Verbo Encarnado, tendo Deus, cumulado de graças sua alma, acima de todas as criaturas, sem mancha, cheia de divinas graças, livre do original pecado, para ser a Mãe do Filho Amado, Mãe das Mães, das gerações futuras.
José e Maria têm, em Nazaré, passados, seus exponsais, a ela, aparece o anjo Gabriel, com profecias, afirmando que a prima Isabel, apesar da idade, seria mãe, logo mais, e Maria, com a descida, sobre ela, do Espírito Santo, seria a mãe do Messias.
Gabriel, o anjo enviado por Deus, assim a saudou: Ave, cheia de graça! o senhor está contigo, e Tu entre as mulheres, és bendita. Sobressaltada, não conseguia entender o que o anjo relatou. Tranquilizando-a, diz: Não temas, Maria, graças achaste aos olhos de Deus, acredita! E explica: o Espírito Santo descerá sobre ti, e, atuando, do Altíssimo, o poder, como uma sombra, te cobrirá, e o Santo que nascerá, filho de Deus, Jesus, será chamado,
Maria diz: aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim, o que, pela tua palavra, determinado!
O anjo Gabriel confirma: de tua prima Isabel, em três meses, uma criança também vai nascer. Com a notícia, apressa-se Maria a visitar Isabel, e para lá, acorreu. Entrando na casa de Zacarias, a prima saudou e, ao ouvi-la, a criança, em seu ventre, estremeceu.
Do Espírito Santo de Deus, Isabel, possuída, ficou. Três meses se passaram e Maria à casa tornaria. Para lá, também se dirige José, para com ela alistar-se, cumprindo, de César Augusto, decreto, e se completa a gravidez de Maria, quando vem à luz o unigênito, colocado na manjedoura, pois não havia onde hospedar-se.