Pederneiras - A Polícia Civil relatou recentemente à Justiça cinco termos circunstanciados contra o presidente da Câmara de Pederneiras, Marco Antonio Licerra, o Chapeu (sem partido), pelos crimes de injúria, calúnia e difamação. Uma sexta denúncia, também de injúria, segue sob investigação. O vereador alega que está sendo processado por defender interesses da população. A delegada Priscila Bianchini de Assunção Alferes, assistente da Delegacia Seccional de Bauru, conta que os cinco termos circunstanciados relatados seguiram para Juizado Especial Criminal. "Fica a cargo do Ministério Público e Judiciário sobre punição, absolvição ou transação penal", afirma.
Já o caso que segue sob investigação, segundo ela, trata-se de uma suposta injúria cometida contra pessoa com cargo público. "Chegou ao conhecimento nosso que ele (Chapéu) estaria ofendendo e dizendo para essa pessoa que ela seria culpada por algumas mortes em um hospital", revela.
O vereador diz que não ofendeu ninguém e que apenas cobrou o Estado pela demora na liberação de vagas na saúde. "Muitas vezes, a pessoa fica esperando aqui e não sai vaga", alega. "Eu jamais acusei uma pessoa. Acusei a política deles, que não está funcionando no meu ponto de vista". Chapéu conta que tem 28 processos abertos pelo Conselho de Ética da Câmara contra ele e mais de dez BOs registrados nesta gestão. "Sou parlamentar e fui eleito para cobrar", declara. "Vou fazer um quadro de cada boletim de ocorrência, colocar no meu gabinete e mostrar para o povo".