11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Em 2021, mais de uma empresa foi aberta a cada hora em Bauru

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru registrou, apenas ao longo de 2021, a abertura de 11.707 empresas. O número corresponde a mais de um novo negócio a cada hora na cidade. Também representa 15% do total das 78.897 empresas que hoje estão ativas no município (veja mais no quadro abaixo).

Apontada como a principal saída aos trabalhadores que perderam renda durante a pandemia, a figura jurídica dos microempreendedores individuais (MEIs) puxa as estatísticas, equivalendo, sozinha, a 66,7% (7.820) dos negócios gerados apenas no ano passado. Os dados são das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda e de Finanças. E se referem ao período entre janeiro e 27 de dezembro de 2021.

"São números significativos, esperamos que todas essas empresas e MEIs cresçam cada dia mais. Aliás, fechamos 2021 com saldo positivo de 5.779 empregos com carteira assinada. Só tivemos valores bons assim em 2012, quando o saldo foi de 5.714", avalia Gislaine Magrini, secretária de Desenvolvimento Econômico da cidade. "Isso quer dizer que, nos últimos dez anos e, mesmo diante da pandemia, o município gerou oportunidades. E temos expectativas de um 2022 ainda melhor", completa.

Economista, Carlos Sette cita que a reação da economia em Bauru foi observada a partir de maio, diante dos primeiros efeitos positivos da vacinação contra a Covid-19 e a maior liberação comercial, fatores que encorajaram muita gente a investir.

"É evidente que essas aberturas comerciais também têm relação com empresas de venda online. Durante a pandemia, muita gente aprendeu o caminho das compras pela Internet. E muitos empreendedores surgiram por necessidade ou por decidirem investir em um negócio próprio para ter mais flexibilidade e aplicar o conhecimento no ramo", comenta Sette.

PERFIS

Com relação às atividades abertas em 2021, os escritórios de apoio administrativos lideram os novos empreendimentos que não são MEIs, com 237 novas firmas. "São locais que, hoje, prestam serviços administrativos, que terceirizaram trabalhos diversos para empresas. Acreditamos ser algo que possa ter sido gerado por pessoas que ficaram em home office e acabaram ampliando seus horizontes", comenta Gislaine.

Em segundo lugar, aparece o comércio relacionado à venda de artigos de vestuário e acessórios, com 229 novos registros. "Acredito que a maioria seja loja virtual", acrescenta a secretária.

FORMALIZAÇÕES

A formalização de novos empreendedores já era apontada como tendência nos últimos anos e viveu um "boom" em 2021. Do total de empresas abertas na cidade, os MEIs, que possuem renda de até R$ 81 mil ao ano, equivalem a 66% (7.820) dos negócios criados. Até então, esse setor havia registrado ápice em 2020, com 6.425 formalizações no ano todo.

"São pessoas que perderam seus empregos e se reinventaram ou formalizaram o negócio que tinham em casa para crescer e ter acesso aos benefícios e à emissão de nota fiscal", explica Gislaine.

As atividades que mais ganharam microempreendedores são as de promoção de vendas, com 760 aberturas, e, mais uma vez, o comércio de artigos de vestuário e acessórios, com 681 novos registros.

"Por diminuição de custos em algumas empresas, os promotores de vendas foram desligados e passaram a ser contratados como MEIs para continuarem trabalhando", explica Gislaine.