Brasília - Em ato semelhante ao orquestrado pela Receita Federal nos últimos dias, o sindicato que representa os servidores do Banco Central (Sinal) iniciou movimento de entrega de cargos de chefia na autarquia nesta segunda-feira (3).
Segundo a entidade, a autoridade monetária conta com cerca de 500 posições comissionadas. Em nota, o Sinal afirmou que será elaborada uma lista nos próximos dias com os nomes de quem aderiu.
Além de iniciar a paralisação, pelo menos 1.200 já se comprometem a rejeitar cargos de chefia.
Quase um terço do corpo funcional se recusa a assumir postos de comando. Os funcionários reclamam de Campos Neto por não defender aumento para categoria. A diretoria do Banco Central bem como a assessoria de imprensa, não se pronunciaram.
Ainda não há dados preliminares de quantos comissionados pretendem desistir da função, mas segundo a ANBCB (Associação Nacional dos Analistas do Banco Central do Brasil), que faz a gestão da plataforma de assinatura, em uma lista preliminar feita nas últimas semanas, cerca de 1.200 pessoas demonstraram interesse em aderir ao movimento. Entre elas, estão chefes e servidores que vão rejeitar os cargos.
UM TERÇO
O número representa quase um terço do total de servidores do BC, que atualmente é de 3.478.
Os servidores pedem reajuste salarial após o Congresso aprovar previsão de reposição apenas para policiais federais no Orçamento de 2022, com apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O Sinal anunciou a adesão de trabalhadores do BC à paralisação dos servidores federais de diversos órgãos, que ocorrerá no próximo dia 18, organizada pelo Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado).