São Paulo - A Polícia Civil de São Paulo cumpriu na manhã desta quarta-feira (5) mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB), em uma nova etapa da Operação Raio X - investigação sobre supostos desvios em contratos firmados entre prefeituras e organizações sociais na área da saúde. O ex-governador nega.
O Ministério Público e a Corregedoria Geral da Administração - braço da Casa Civil do governo do Estado que investiga contratos da administração pública - participam das apurações. Ao todo, 34 endereços foram vasculhados pelos investigadores nas regiões de Araçatuba, Bauru, Baixada Santista, Campinas, São Paulo e Presidente Prudente.
A Polícia Civil de São Paulo suspeita de uma suposta ligação entre França, e o médico Cleudson Garcia Montali, apontado como líder do grupo investigado na Raio X. Em agosto, Montali foi condenado a 104 anos, dois meses e 20 dias de reclusão. No mês passado, uma primeira sentença sobre o caso emitida pelo juízo de Birigui - cidade do interior paulista - imputou ao médico mais 96 anos de prisão.
Quatro sentenças já foram proferidas sobre o caso, determinando penas que variam de 4 e 104 anos de prisão por crimes como peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os investigadores suspeitam que tenha havido um desvio de R$ 500 milhões em recursos da saúde pública.
OUTRO LADO
O ex-governador de São Paulo Márcio França admitiu pelo Twitter que teria sido um dos alvos das ordens de busca efetuadas pela manhã. "Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas 'autoridades', com 'medo de perder as eleições', tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa", disse na rede social.
França negou ter relação com qualquer irregularidade que esteja sob apuração.
"Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde. Tenho 40 anos de vida pública, não respondo a nenhum processo criminal", enfatizou pelo Twitter.