São Paulo - Com o avanço da variante Ômicron e o aumento de atendimentos de pacientes com sintomas respiratórios, a Prefeitura de São Paulo acatou recomendação da Vigilância Sanitária e cancelou o Carnaval de rua de 2022. A decisão foi discutida em reunião com parte do secretariado a partir de um levantamento epidemiológico da Covid-19 elaborado pelos técnicos da Saúde, que também recomendaram a criação de protocolos mais rígidos para o desfile das escolas de samba e a exigência de passaporte da vacina para festas de qualquer porte.
"Em função do risco, nós sugerimos que se cancele as atividades de Carnaval de rua", disse o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, durante a reunião. "A circulação de uma grande quantidade de pessoas pode agravar esse quadro que temos na cidade."
A possibilidade de realização de celebrações com público restrito, mediante apresentação de passaporte da vacina, em locais fechados, como Interlagos, também foi rechaçada pelos grupos, assim como em clubes e espaços privados.
Além disso, a partir da próxima segunda-feira (10), todos os eventos realizados na cidade de São Paulo deverão exigir passaporte de vacina contra a Covid-19 e com a comprovação de duas doses, independentemente do número de pessoas.
SAMBÓDROMO
O secretário destacou que outra sugestão é convocar a Liga das Escolas de Samba para a elaboração de protocolos para os desfiles do sambódromo. Além disso, destacou que a recomendação é exigir comprovante de vacinação em "qualquer evento", não mais apenas nos com público superior a 500 pessoas.
Ao menos 11 capitais cancelaram o Carnaval de rua, como Rio, Salvador, Recife e Florianópolis. A situação também se repete no interior de São Paulo, incluindo a tradicional folia de São Luiz do Paraitinga.