08 de julho de 2026
Saúde

A importância da diversão


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Após cinco anos de pesquisa, a jornalista norte-americana Catherine Price chegou à conclusão que muitas pessoas subestimam: a importância da diversão para sua resiliência, felicidade e saúde mental e física. Essa é uma das análises que ela faz no livro "O poder da diversão: como sentir-se vivo novamente".

De acordo com a autora, a palavra diversão costuma ser usada para qualquer coisa que as pessoas façam nas horas de lazer, mesmo quando essas coisas não são realmente agradáveis. "Minha pesquisa me mostrou que a verdadeira diversão, como eu a chamo, se materializa quando vivenciamos a confluência de três estados psicológicos: lúdico, conexão e fluxo. Não trata de um jogo. É uma qualidade de leveza que permite que você faça as coisas da vida cotidiana apenas pelo prazer. Estudos mostram que pessoas lúdicas são melhores no controle do estresse."

Segundo Catherine Price, conexão é a sensação de ter uma experiência especial e compartilhada com outra pessoa. E quando se desenvolvem laços sociais mais fortes, ficamos mais resilientes em momentos de estresse.

O terceiro estado definido pela autora, o fluxo, é quando a pessoa está totalmente focada, a ponto de perder a noção do tempo. "Pense num atleta no meio de um jogo, ou num momento em que você estava absorvido em um ofício ou em uma conversa. Um estudo com pessoas em Wuhan, China, durante períodos de bloqueio, descobriu que aqueles que participavam de atividades indutoras de fluxo tinham melhor bem-estar geral", conta.

Price destaca que, quando as pessoas experimentam esses três estados ao mesmo tempo - em outras palavras, quando se divertem de verdade -, os efeitos que relatam são quase mágicos.