09 de julho de 2026
Geral

Pagamentos de contas extras de início de ano exigem disciplina

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A cada fim de ano e início de um novo, as contas se acumulam e colocam à prova a capacidade de planejamento financeiro das famílias. Nesta época, as despesas extras com IPVA e aquisição de material escolar dos filhos, somadas às faturas dos cartões de crédito elevadas pelos gastos com Natal e confraternizações de fim de ano, podem desequilibrar o orçamento de quem não tiver disciplina.

Dentro do cenário ideal, quem tiver alguma reserva financeira deve aproveitar os descontos oferecidos para pagamentos à vista e, assim, evitar o acúmulo de dívidas. Porém, quem conta somente com o salário do mês deve estar atento às formas mais econômicas de contrair parcelamentos.

De acordo com o economista Reinaldo Cafeo, os preços dos materiais, neste ano, tendem a apresentar forte variação de preço. Portanto, a recomendação para os pais é pesquisar muito, inclusive pela Internet, antes de ir às compras.

Também são estratégias para reduzir custos se juntar a outros pais para pechinchar descontos em compras coletivas e não levar os filhos à loja. O diálogo aberto com as crianças sobre as condições financeiras da família, aliás, é fundamental neste processo. "Já em relação à matrícula e mensalidade escolar, as escolas estão muito abertas à negociação para esticar um pouco o prazo de pagamento, visando não perder alunos", comenta Cafeo.

PESO NO ORÇAMENTO

O IPVA também terá um peso grande no orçamento das famílias, já que ficará entre 20% e 30% mais caro neste ano, acompanhando o aumento dos preços dos automóveis. Para tentar reduzir o impacto desta alta, o governo estadual oferece desconto de 9% para pagamentos à vista, em janeiro, e de 5% para pagamento em cota única, em fevereiro, ou em cinco parcelas.

"Já para as contas contraídas em dezembro e que ainda serão pagas, como é o caso do cartão de crédito, a recomendação é não entrar no rotativo do cartão de crédito, que tem juro de 13%, 14% ao mês. Se a pessoa não tiver reservas, seja na poupança ou um remanescente do 13.º salário, há algumas modalidades interessantes, com juros menores, que podem ser uma saída", observa o economista.

Uma opção, segundo ele, é o penhor de joias, na Caixa Econômica Federal, caso a família tenha algum item de valor. O banco pode liberar até 70% do valor da joia, cobrando juros próximos de 2% ao mês, até que a pessoa tenha condições financeiras de resgatar o objeto.

"Outra possibilidade é o crédito consignado, com empréstimo no valor correspondente até 30% do salário e pagamento em até 60 meses. A taxa de juros aumentou um pouco, está em 2,4% a 3,5% ao mês, mas ainda compensa se comparamos com o rotativo do cartão ou mesmo o cheque especial, que é tabelado em até 8%", explica.