10 de julho de 2026
Nacional

Polícia indicia suspeito do caso Beatriz, de 2015

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Recife - A menina Beatriz Angélica Mota, morta a facadas aos 7 anos na escola em que estudava, em dezembro de 2015, foi assassinada após se assustar ao ver o suspeito armado, que tentou silenciá-la, informou nesta quarta-feira (12) a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco.

A elucidação do crime, após seis anos, se dá, poucos dias após os pais da criança começarem uma jornada a pé, de Petrolina ao Recife (712 km) cobrando por respostas.

O suspeito Marcelo da Silva, 40 anos, já estava preso pelo crime de estupro de vulnerável desde 2017 e, segundo o governo, confessou ser o autor da morte da menina. A identificação foi possível após o cruzamento de material de DNA do homem com o que foi recolhido na cena do crime, ainda em 2015. Segundo a SDS, o homem agiu sozinho, não mirava a vítima e estava munido de uma faca, com a qual praticou o crime.

"Ao haver contato do assassino com a vítima, ela teria se desesperado e, por isso, foram dados os golpes de faca. Essa teria sido a motivação. Foram dez facadas', disse Humberto Freire, secretário de Defesa Social de Pernambuco.

Marcelo Silva tem um histórico de crime sexual contra menor, segundo a polícia, e está preso por um crime dessa natureza cometido em 2017. Em depoimento ele teria contado que conseguiu entrar, com dificuldade, na escola, onde era realizado um evento com mais de duas mil pessoas, para "pedir dinheiro" e acabou sendo visto pela menina.

"Durante o interrogatório, ele disse ter transitado pelo local e quando teve um breve contato com a vítima, ela teria se assustado. A motivação [do crime] foi silenciá-la, para que não houvesse um revés contra ele. A abordagem aconteceu perto do local do crime. Pela narrativa, não era direcionado a uma pessoa específica", completou Freire.

O perfil genético do acusado, segundo o governo, foi coletado com a arma do crime, em 2015.

SEIS ANOS DE ESPERA

Após o anúncio do governo, a mãe de Beatriz, Lúcia Mota, afirmou que o tempo que aguardou por respostas sobre o crime contra a filha foi "uma decepção muito grande".

Entre os dias 5 e 28 de dezembro de 2021, os pais e alguns amigos da família de Beatriz caminharam mais de 700 quilômetros, entre Petrolina e Recife, para pedir justiça pelo assassinato da criança. Ao fim da caminhada, a família se reuniu com o governador Paulo Câmara (PSB), que demonstrou ser favorável à federalização do caso.