11 de julho de 2026
Geral

Prefeitura elabora contrato emergencial para reabrir o 'mini-hospital' em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru está trabalhando na elaboração de um contrato emergencial para recrutar profissionais e reabrir o 'mini-hospital', denominação dada ao serviço que aglutina o Pronto-Socorro Central (PSC) e o Posto Avançado Covid-19 (PAC). A informação foi dada pelo próprio Executivo. Contudo, mesmo diante da grande importância da novidade para a população devido ao cenário de aumento acelerado de casos de infecção pelo novo coronavírus, a prefeitura não esclareceu detalhes da reabertura ao Jornal da Cidade.

A reportagem solicitou entrevista com porta-voz da Secretaria Municipal de Saúde para obter informações sobre prazos para reativação e perfil de atendimento da unidade neste novo contexto da pandemia, mas foi comunicada de que ninguém falaria sobre o assunto até que todos os trâmites estivessem concluídos.

O JC apurou, contudo, que o serviço deverá atender exclusivamente pacientes com síndromes respiratórias, nos moldes de como funciona hoje a UPA do Geisel, que recebe demanda espontânea 24 horas por dia. O 'mini-hospital' também deverá contar com equipe e equipamentos necessários para internar pessoas que apresentarem quadro de saúde mais grave, assim como funcionou no ano passado, para dar retaguarda aos hospitais da cidade.

Neste momento, a prefeitura estaria fazendo cotações de preços - a exigência legal é de, no mínimo, três - antes de concluir a contratação das equipes. Segundo a prefeitura, o contrato emergencial também terá a finalidade de ampliar o número de profissionais para que seja possível estender os horários de atendimento nas unidades básicas de saúde, visando desafogar a enorme demanda de casos respiratórios.

RETAGUARDA

Criado em fevereiro do ano passado, no contexto da segunda onda da pandemia de Covid-19, o 'mini-hospital' foi uma importante retaguarda para atendimento de situações que precisavam de internação, já que os leitos nos dois hospitais públicos referenciados para pacientes infectados ficaram lotados por semanas. No início, o serviço municipal ofereceu 26 vagas, que, pouco tempo depois, foram ampliadas para 52, com suporte de oxigênio e até de respiradores, a fim de garantir a vida de pacientes com quadro de saúde mais grave.

A retomada do 'mini-hospital' ocorrerá em um novo momento crítico da pandemia, especialmente porque, com explosão de casos neste início de ano, os leitos de enfermaria do Hospital Estadual (HE) e do hospital de campanha instalado no Hospital das Clínicas (HC) já registram índice crescente de ocupação.

Na Unidade de Cuidados Respiratórios (UCR) do HE, onde são atendidas diversas doenças deste tipo, incluindo a Covid-19, eram 19 leitos clínicos com onze pacientes nesta quinta-feira. Já no hospital de campanha, todos os 20 leitos de enfermaria exclusivos para Covid-19 estavam ocupados.